Promotor pede pena máxima para o assassino do shopping

O Ministério Público pediu hoje a aplicação de pena máxima para Mateus da Costa Meira, o atirador do Morumbishopping. A acusação e defesa - que quer o reconhecimento de que Mateus é doente mental- travaram uma tensa batalha nos debates finais no 1º Tribunal do Júri de São Paulo. O veredito deverá ser dado por volta da meia noite. O terceiro e último dia do julgamento do ex-estudante de medicina, que metralhou a platéia do cinema, na noite do dia 3 de novembro de 1999, matando três pessoas e ferindo outras quatro, foi marcado pelos debates. Mateus responde ainda por ter colocado em risco a vida de outras 15 pessoas. As sustentações da acusação e da defesa se prolongaram até as 20 horas. O promotor Norton Geraldo Rodrigues daSilva foi duro: ?Mateus precisa de segregação, que é igual a cadeia. E cadeia de segurança máxima?. O promotor sustentou que Mateus praticou o crime ?intencionalmente?. Para ele, nenhuma doença mental ou mesmo o uso de cocaína levaram o acusado a metralhar a platéia do cinema.A defesa --a cargo dos criminalistas Sérgio Reis e Domingo Arjone-- insistiu na tese de que Mateus é doente mental, e tem parcial entendimento do crime que cometera (seria um semi-imputável). Na prática, isso poderia significar uma redução de pena de 1/3 a 2/3.?Mateus não é inocente, e nós não seríamos loucos de sustentar isso. Mas ele é humano e necessita de um julgamento equilibrado?, gritou Arjone. Para ele, o caso foi ?uma tragédia humana?. ?Mateus não é normal, nem de longe nem de perto. Ele não possui afeto.?

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