Promotor quer destituir diretores de sindicato de motoristas

O promotor Carlos Alberto Amin Filho, da Promotoria da Habitação e Urbanismo, vai requerer hoje ao juiz Adherbal dos Santos Acquati, da 38ª Vara Cível, a imediata destituição de todos os diretores do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviário Urbano de São Paulo. Eles serão acusados de extrapolar o direito de greve, instigando os filiados do sindicato a práticas criminosas, com danos ao patrimônio público e privado.Paralelamente, o promotor vai requerer a execução de uma liminar concedida no dia 6 de fevereiro, que impõe ao sindicato uma multa diária de R$ 5 milhões, sem prejuízo de processo, por crime de desobediência.A liminar em questão foi concedida pelo juiz Acquati numa ação civil pública proposta pela Promotoria de Habitação e Urbanismo. A liminar proíbe o sindicato de praticar "atos violentos ou depredatórios? para impedir a continuidade do serviço público. Hoje vários ônibus que tentaram furar a greve foram apedrejados e queimados por manifestantes.A ação da Promotoria acolhe uma representação formulada ontem pela São Paulo Transporte S/A (SPTrans), que acusa o sindicato de desrespeitar a liminar ao deflagrar greve geral hoje de madrugada. Atribui também ao sindicato prática de atos de vandalismo, furto, atentado contra a segurança de transporte, além de outros crimes.Foi anexado à representação um Boletim de Ocorrência, onde são citados os motoristas João Cuba, Haroldo Tadeu França, e Higino Alves Nunes. Os três, segundo o boletim, distribuíram panfletos do sindicato hoje de manhã no ponto final da linha Peri Alto/Vila Mariana, da Empresa Coopernorte, aos motoristas, alertando-os de que os ônibus que saíssem seriam apedrejados no Largo do Japonês. E, de fato, dois ônibus foram atacados. Eles teriam ainda ameaçado o vice-presidente do Coopernorte, José Marques.

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