Promotor quer tirar menores de terreno contaminado

O promotor da Infância e da Juventude de Ribeirão Preto, Marcelo Pedroso Goulart, determinou que as crianças e adolescentes que moram nas residências construídas pela Cohab sobre um aterro sanitário, nos bairros Jardim Palmeiras 2 e Jardim Juliana, terão que sair desses locais até 6 de maio. Em laudo da Cetesb, constatou-se que as casas foram construídas sobre terrenos que exalam metano. As famílias vão levar as crianças para casas de parentes."Devo levar minha filha Natália, de 16 anos, para a casa da minha mãe, mas vou esperar o prazo máximo", diz Breila Pereira Dias, que é presidente da Associação dos Moradores dos dois bairros, que ficam no mesmo complexo. Ela é dona da única casa do Jardim das Palmeiras 2 que tem laudo comprovando a presença de gás metano - as outras seis casas comprovadamente afetadas são do Jardim Juliana. "Vou ficar na casa, pois quero aguardar a conclusão do processo", afirma.Das seis casas do Jardim Juliana, três famílias mudaram-se e a Cohab paga o aluguel, porém os moradores continuam pagando as prestações mensais. Das outras três casas, cada uma tem uma criança. Segundo Breila, a família de Maria Aparecida da Silva Moraes está em situação mais delicada, pois uma decisão judicial determina que ela deve se mudar até 20 de maio. A decisão de Goulart, de retirar as crianças dos bairros, foi comunicada ontem. As famílias dos dois bairros pleiteiam, na Justiça, indenizações morais e financeiras, e que o laudo da Cetesb seja estendido para todas as residências - 345 do Palmeiras 2 e quase 500 do Juliana. "Nossos imóveis foram desvalorizados", diz Breila. Segundo o promotor da Habitação e Urbanismo, Carlos Cezar Barbosa, o MP está investigando ainda possíveis irregularidades nas construções de casas do vizinho bairro Parque dos Servidores.

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