Promotor será julgado por porte ilegal de arma

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo - composto pelos 25 desembargadores mais antigos - julga amanhã, pela segunda vez, o promotor Igor Ferreira da Silva. Desta vez, Igor, foragido há 41 dias após ter sido condenado pelo assassinato da mulher grávida, é acusado de porte ilegal de arma.O encontro da arma sem registro, uma pistola calibre 9 milímetros - privativa das Forças Armadas -, em 20 de junho de 1998, levou o promotor à prisão pela primeira vez, por quatro dias, em conjunto com seu irmão Eger Ferreira da Silva. Era ele quem guardava a arma, desmontada, num armário de sua casa.Igor, que já foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato da mulher, Patrícia Aggio Longo, de 28 anos, ocorrido em junho de 1998, pode ser punido com pena de 3 a 6 anos de prisão, assim como seu irmão. Ambos foram denunciados pela Procuradoria-Geral de Justiça em 1998. A decisão sobre o porte ilegal de arma caberá aos mesmos 25 desembargadores que condenaram o promotor pela morte da mulher, em 18 de abril.Assim como no caso do homicídio, o relator do processo é o desembargador José Osório e Menezes Gomes, o revisor. Pela acusação, falará a procuradora Valderez Deusdedit Abbud. A defesa de Igor será sustentada pela advogada Dora Cavalcanti Cordani, do escritório do criminalista Márcio Thomaz Bastos.O TJ tem ainda outra denúncia (acusação formal) contra Igor para apreciar. Nesse caso, o crime é de auto-acusação falsa pelo suposto esquema de suborno de um preso de Guarulhos, para que ele assumisse o assassinato de Patrícia. A data ainda não foi definida.

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