Promotor vai presidir Febem

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta sexta-feira o promotor Paulo Sérgio de Oliveira como novo presidente da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), em substituição a Maria Luiza Granado. ?Ele tem experiência na área de adolescentes e trabalhos publicados sobre o assunto?, ressaltou o governador.O secretário da Educação, Gabriel Chalita, acrescentou que serão criadas cinco diretorias para atuar ao lado do novo presidente: Administração, Pedagógica, Relações com Famílias, Relações com Empresas e Recursos Humanos.Para essas diretorias, são cogitados por Chalita os nomes do padre Júlio Lancellotti (Famílias) e do secretário do programa Bolsa-Escola do governo federal, Antonio Floriano Pereira Pesaro (Relações com Empresas). Ele garantiu que as diretorias serão anunciadas terça-feira.Chalita justificou a escolha de um promotor para a presidência da fundação, dizendo que a Febem precisa funcionar de maneira ?integrada? com o Ministério Público Estadual (MPE) e com o Judiciário e garantiu que Oliveira tem perfil de ?educador e humanista?.O secretário quer investir mais nas medidas de liberdade assistida e evitar internações. ?Só que isso depende do Judiciário e do MPE e, por isso, precisamos de um bom articulador.?A transferência da Febem da Secretaria da Juventude para a pasta da Educação representou um fortalecimento de Chalita no governo. Maria Luiza, a presidente que sai, é ligada ao secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho.Segundo Alckmin, a mudança de perfil foi iniciada pelo governador Mário Covas, morto em 2001. ?Se o enfoque é a educação, nada melhor do que estar na Secretaria da Educação.?Para Chalita, as novas diretorias vão auxiliar na consolidação do perfil. ?Vão dar uma agilidade maior para aquilo que a gente quer da Febem: um papel educador?, disse. Segundo ele, a rede Pão de Açúcar, Banespa, Itaú, Faculdades Anhembi-Morumbi e os Colégios Pentágono e Bandeirantes já manifestaram interesse em ?apadrinhar unidades?, contribuindo com voluntários e oportunidades de emprego para os jovens.Ele ainda garantiu que a unidade de Franco da Rocha, alvo de denúncias de maus-tratos, será desativada. ?Nosso objetivo é que não exista nenhuma unidade de grande porte. Não dá para uma empresa apadrinhar uma unidade com 300 jovens. Um número ótimo é de 48?, disse. Ele ainda pretende realizar um fórum sobre a Febem, convidando ?todos os críticos? para discutir o modelo ?educador?.RespostaO padre Julio Lancellotti disse que não pretende aceitar o cargo porque já responde pela Casa Vida, que atende crianças portadoras do vírus da aids, por sua paróquia e por programas com o povo da rua, mulheres presas e garotos em liberdade assistida.?É possível colaborar não só assumindo um cargo, mas a causa, e eu não me negarei a dar sugestões e acompanhar a Febem. A responsabilidade é de todos nós.?

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