Promotora deixa caso da morte de pataxó

Depois de quase cinco anos de batalhas judiciais, a promotora Maria José Miranda conseguiu levar a júri popular quatro dos cinco acusados de assassinar o índio pataxó Galdino Jesus dos Santos. Mas a oito dias do julgamento, ela decidiu se afastar do caso. "Saio porque estou cansada e quero dar uma característica de impessoalidade ao processo", disse a promotora.Abalada, Maria disse estar sofrendo um colapso nervoso pelo excesso de trabalho e as constantes intimidações que vem sofrendo por parte de alguns advogados envolvidos no caso. De acordo com ela, várias pessoas a acusam de "perseguir" os rapazes envolvidos no assassinato de 20 de abril de 1997. "O caso não é pessoal, não sou eu quem acusa os rapazes e sim o Ministério Público", disse. Eron Alves de Oliveira, Tomás Oliveira de Almeida, Antonio Novelly Cardoso de Vilanova e Max Rogério Alves serão julgados no próximo dia 6 no Tribunal do Júri de Brasília. Eles são acusados de atear fogo ao corpo do índio, que dormia num ponto de ônibus em uma movimentada avenida de Brasília e acabou morrendo em decorrência das queimaduras.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2001 | 19h52

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