Promotora lamenta decisão do STF de libertar Rugai

A promotora Mildred de Assis Gonzales disse nesta quarta-feira, 19, que recebeu "com muito pesar" a notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia mandado libertar Gil Rugai, de 22 anos, acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, em 2004. Segudo ela, o Supremo está longe da realidade. "Este espaço físico tão longe que existe entre São Paulo e Brasília é o mesmo espaço que eu vejo do STF em relação às questões em que vivemos hoje."Segundo a promotora, não há como prever a data em que Rugai irá a júri popular, porque há um recurso dele pendente de julgamento no Tribunal de Justiça (TJ). Nesse recurso, a defesa diz que a denúncia oferecida contra o jovem não descreve o crime adequadamente e, por isso, o processo deve ser extinto.Mildred rebateu afirmação do advogado de Gil, Fernando José da Costa, de que o cliente não ameaçou testemunhas. "Ainda há um inquérito no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar uma ameaça." Segundo ela, o vigia Domingos, principal testemunha do caso, deixou a casa e a família na época do crime e ainda hoje está protegido pela Justiça. "O que eu reputo importante é a manutenção da prisão desse réu em razão de uma testemunha que teve privada sua liberdade. Ele (Gil) reivindica sua liberdade. A testemunha não pode reivindicar isso e continua presa (escondida pelo programa de proteção a testemunhas)." A libertação de Gil, disse a promotora, ainda coloca o vigia em risco porque ele terá de depor no dia do julgamento.

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