Promotores rejeitam pedido de Suzane de renúncia a bens

Os promotores do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, Roberto Tardelli e Nadir de Campos Júnior, disseram nesta quarta-feira, 19, que não irão aceitar o pedido de renúncia à herança que a defesa da ré pretende protocolar e juntar ao processo criminal hoje. Segundo Campos Júnior, se essa era a intenção dos advogados, a iniciativa deveria ter sido tomada até três dias antes do início do julgamento.Campos Júnior acrescentou ainda que não acha necessária a realização de uma acareação entre Suzane e Daniel Cravinhos. "Todos os pontos contraditórios já foram esclarecidos pelo depoimento das testemunhas", declarou o promotor.Quem irá decidir sobre a realização ou não da acareação é o juiz Alberto Anderson Filho, presidente do 1º Tribunal do Júri. A previsão para esta quarta é de que mais nove testemunhas de defesa sejam ouvidas. Em seguida, o juiz irá decidir sobre a acareação. Caso não seja realizada, será iniciada a leitura de trechos do processo.A expectativa é de que a leitura dure de quatro a cinco horas. Na quinta-feira, 20, deverão ser iniciados os debates entre a defesa e a acusação. A sentença pode ser proferida já no final da noite de quinta.TestemunhasO terceiro dia de julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos nesta quarta será marcado pelo depoimento de mais testemunhas, entre elas amigos e parentes de Suzane e de Daniel. Os depoimentos mais esperados são os da mãe dos irmãos, Nadja Cravinhos, e Cláudia Sorge, amiga de Marísia von Richthofen. CrimeSuzane, seu ex-namorado Daniel e o irmão dele, Christian, confessaram ter planejado e matado os pais dela, Marísia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.

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