Promotoria apura morte de bebês em hospital de Jundiaí

A Câmara Municipal de Jundiaí, a 50 quilômetros de São Paulo, confirma o pedido de instalação de CPI para investigar mortes de bebês no Hospital Universitário (HU) da cidade. O pedido deve ser feito na última sessão do ano, terça-feira, pelo vereador Antônio Galdino (PT). O Ministério Público também decidiu também instaurar inquérito civil para apurar irregularidades no HU e outros hospitais da cidade, depois de reunião com representantes do Conselho Municipal de Saúde e do Conselho Gestor do hospital.As decisões foram as primeiras respostas do poder público ao casal Edilaine Alves Lima, 18, e Flávio de Abreu, 23, que no último dia 29 denunciou a morte do filho, Matheus, no parto. Houve divergências entre o Instituto Médico Legal e a direção do HU sobre a causa da morte. Os legistas alegavam que a criança teria nascido viva e os médicos que fizeram o parto afirmavam o contrário. Até minutos antes do enterro, a família foi pressionada a trocar o laudo do Serviço de Verificação de Óbito que afirma que a criança respirou ao nascer.A partir daí, o Jornal de Jundiaí Regional passou a investigar o caso, iniciando série de reportagens com outras mulheres que acusam o HU. No total, são cinco casos de morte e duas lesões graves. Em entrevista ao jornal, o diretor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, responsável pelo Hospital Universitário, médico Nelson Lourenço Maia Filho, rebateu as acusações, afirmando que os médicos são treinados ?para salvar vidas e não para aumentar os índices de mortalidade?.

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