Promotoria denuncia 35 do Natal Luz de Gramado

O Ministério Público do Rio Grande do Sul apontou pagamentos ilegais de R$ 7,8 milhões nas edições de 2007 a 2010 do Natal Luz de Gramado, uma dos maiores festividades turísticas de fim de ano no País, e denunciou à Justiça 35 pessoas ligadas ao evento por formação de quadrilha e desvio de verba.

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2011 | 00h00

Entre os envolvidos estão, além de empresários, o atual prefeito de Gramado, Nestor Tissot, e o ex-prefeito Pedro Bertolucci (ambos do PP). A Justiça define nos próximos dias se abre processo contra os acusados.

A denúncia, feita na sexta-feira, depois de um ano e meio de investigações, colocou em crise o Natal Luz. O evento deste ano, marcado para o período de 3 de novembro a 15 de janeiro, já estava com ingressos à venda.

Ontem, Tissot emitiu nota conclamando a comunidade a participar da organização e anunciando que fará uma série de reuniões para encontrar uma fórmula que viabilize a continuidade do evento.

Segundo o Ministério Público, a comissão organizadora do Natal Luz, nomeada pela prefeitura, é formada há anos pelo mesmo grupo, que também controla a Associação de Cultura e Turismo de Gramado.

A denúncia entende que o empresário Luciano Peccin seria o articulador do esquema. A organização recebia repasses municipais e de patrocinadores privados, via leis de incentivo à cultura. Para o promotor Antônio Képes, da equipe que investigou o caso, parte dos preços praticados por participantes do esquema era superfaturada. Até o fechamento desta edição, o advogado de Peccin não respondeu às ligações feitas pelo Estado.

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