Promotoria quer indiciar Gil Rugai por homicídio qualificado

Mais uma vez o estudante Gil Grego Rugai, de 21 anos, escolheu ficar em silêncio e não responder às perguntas feitas pela polícia e pela promotoria, que tentaram novamente interrogar o estudante sobre a morte de seu pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, de 40 anos,e a mulher deste, Alessandra de Fátima Troitiño, de 33. ?Demos a ele o direito de se defender, de esclarecer fatos?, disse a promotora MildredGonzalez Campi.Ela e a polícia queriam informações sobre os motoristas que dirigiam os dois táxis que Gil disse ter pego no horário em que o crimeocorrera, na noite de 28 de março. ?Queremos a descrição, os itinerários e os preços das corridas para que mais tarde não apareça umtaxista por aqui?, disse a promotora.Segundo ela, a polícia queria ainda detalhes sobre as armas de brinquedo que Maristela, a mãe do estudante, entregou aos investigadores. ?As testemunhas não reconheceram essas armas como sendo a que elas viram com Gil?, disse Mildred.O estudante ficou duas horas na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). ?A promotora tem por hábito fazer conclusões precipitadas?, afirmou o advogado, Fernando José da Costa, que defende Gil. De acordo com ele, seu cliente não tinha mais o que dizer à polícia, pois já deu sua versão dos fatos no primeiro interrogatório que durou cerca de seis horas. ?A defesa lamenta a precipitação doMinistério Público e da autoridade policial em apontar Gil como culpado. A partir de então, ambos tentam justificar essa precipitação.?A promotora, que deixou a sede do DHPP com uma fita de vídeo sobre o crime, afirmou aguardar ainda a conclusão do inquérito sobre o caso,pois ainda faltam exames periciais e o depoimentos de testemunhas ? tudo deve estar pronto até quinta-feira. DHPP e MPE devem pedir aprisão preventiva de Gil para que ele aguarda preso o julgamento pelo crime. Ele deve ser denunciado por homicídio qualificado.

Agencia Estado,

26 de abril de 2004 | 21h55

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