Protagonistas têm vivido uma guerra de nervos

As reviravoltas do caso S. na última semana submeteram seus protagonistas a uma guerra de nervos. O ex-modelo David Goldman se lançou num avião assim que soube que um juiz brasileiro havia determinado a entrega de seu filho ao consulado americano do Rio em 48 horas. Acompanhado de uma rede de TV americana, ganhou de presente um upgrade para a classe executiva, mas parecia já prever nova decepção: "Só acredito quando estiver no avião com meu filho." Chegou perto, mas voltou sozinho aos Estados Unidos. Na casa onde o advogado João Paulo Lins e Silva vive com S., a filha de 8 meses e parentes da mulher que perdeu precocemente, a sentença foi a largada de uma contagem regressiva. "Estamos desesperados", resumiu um tio de S. O alívio só veio depois que um velho amigo dos Lins e Silva e do advogado da família, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), colocou seu partido a serviço da causa. No meio disso, S., ansioso e consciente de que seu futuro está em jogo, teve reforçado o acompanhamento psicológico. A liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) deu mais tempo, mas as vidas das duas famílias continuam em suspenso.

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