Protesto contra guerra termina em conflito com a PM

O final da manifestação de aproximadamente 2 mil pessoas contra a guerra do Iraque, hoje, em São Paulo, foi marcado pela violência. Alguns manifestantes entraram em confronto com policiais que fizeram um cordão de isolamento em frente ao consulado dos Estados Unidos, onde queriam entregar um manifesto ao cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Patrick Duddy, pedindo a retirada das tropas anglo-americanas do Iraque. A Polícia Militar destacou 340 homens para fazer o policiamento do protesto. Em certo momento, alguns manifestantes jogaram tinta e objetos contra os PMs. Cinco rapazes acabaram detidos -dois deles foram levados ao 78º DP da capital e três foram liberados. Um policial identificado como Iwata levou uma pedrada na testa e foi levado, sangrando, ao Hospital das Clínicas. "É lamentável esse tipo de atitude por parte de pessoas que se dizem pacifistas", disse o major Cláudio Miguel Longo, que comandou a operação. Os manifestantes saíram em passeata do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em direção ao consulado dos EUA. Lá, queimaram um boneco de pano representando o presidente americano George W. Bush e jogaram tinta vermelha e vísceras de gado no portão do consulado. Protegidos por um vidro blindado, cinco funcionários do consulado assistiram à tudo, impassíveis.Um dos organizadores do ato foi o secretário da divisão de Direitos Humanos da OAB, Alexandre Trevizzano. Segundo ele, a decisão dos EUA de invadir o Iraque deve ser considerada como uma ameaça à soberania dos Estados em geral. "Nada impede que eles invadam um outro país e até mesmo o Brasil por motivos econômicos no futuro".

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