Protesto em Copacabana deixa 1 morto

Homem de cerca de 30 anos era da comunidade Pavão-Pavãozinho; moradores atearam fogo a lixo e pneus após morte de dançarino na comunidade

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

22 de abril de 2014 | 21h10

RIO - Revoltados com a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 25 anos, moradores do Morro Pavão-Pavãozinho (que tem uma Unidade de Polícia Pacificadora desde dezembro de 2009), em Copacabana, zona sul do Rio, atearam fogo em montanhas de lixo, pneus, entulho e até em um carro na comunidade, no fim da tarde desta terça-feira, 22. Durante o protesto, um homem foi baleado e chegou morto ao Hospital Municipal Miguel Couto.

Parte da favela ficou sem luz na noite de ontem. Os manifestantes também interditaram a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Lojas da região fecharam as portas.

O corpo do dançarino foi encontrado em uma escola municipal no morro, na tarde desta terça-feira. Conhecido como DG, ele participava do programa Esquenta, da TV Globo. Segundo o comando da UPP, não havia marcas de tiros no corpo. O caso é investigado pela Divisão de Homicídios. À noite, a Secretaria de Estado de Segurança informou que as escoriações de Pereira são compatíveis com morte ocasionada por queda.

Durante o protesto, houve diversos disparos de tiros na favela. Moradores disseram que a sede da UPP, no alto do morro, foi atacada a tiros por traficantes e que um policial teria sido baleado. A informa&ccedil&atildeo, contudo, n&atildeo havia sido confirmada pela pol&iacutecia at&eacute as 21 horas de ontem.

Policiais militares do Batalh&atildeo de Opera&ccedil&otildees Especiais (Bope) foram mobilizados para dar apoio aos PMs da UPP.

O helic&oacuteptero do Grupamento Aeromar&iacutetimo (GAM) da PM tamb&eacutem foi enviado ao local. Bombas de g&aacutes lacrimog&ecircneo foram usadas pela pol&iacutecia para dispersar os manifestantes.

Linha Vermelha. Por volta das 17 horas, manifestantes interditaram a Linha Vermelha, uma das principais vias expressas do Rio. O protesto foi na liga&ccedil&atildeo com a Via Dutra, no munic&iacutepio de S&atildeo Jo&atildeo de Meriti, na Baixada Fluminense.

Moradores da favela Parque Juriti, &agraves margens da Linha Vermelha, atearam fogo em pneus e sof&aacutes. Eles exigiam a constru&ccedil&atildeo de barreiras met&aacutelicas para isolar a comunidade da via expressa. O tr&aacutefego foi liberado cerca de duas horas depois.

O protesto complicou ainda mais o tr&acircnsito no Rio ontem, primeiro dia &uacutetil ap&oacutes o feriado da Semana Santa. Isso porque outra via expressa, a Avenida Brasil, est&aacute totalmente fechada desde a noite de domingo, na altura de Bonsucesso, em virtude da obra de constru&ccedil&atildeo do BRT TransCarioca (via exclusiva para &ocircnibus articulados que vai ligar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na zona norte, &agrave Barra da Tijuca, na zona oeste). As op&ccedil&otildees de desvios da Avenida Brasil s&atildeo insuficientes para receber a quantidade de ve&iacuteculos que passam pela via todas as manh&atildes.

De manh&atilde, o congestionamento se espalhou por quil&ocircmetros na zona norte carioca. Houve engarrafamentos tamb&eacutem na Linha Vermelha, via para onde pelo menos 70 linhas de &ocircnibus foram desviadas.

Durante o protesto, houve diversos disparos de tiros na favela. Moradores disseram que a sede da UPP, no alto do morro, foi atacada a tiros por traficantes e que um policial teria sido baleado. A informação, contudo, não havia sido confirmada pela polícia até as 21 horas deste terça.

Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram mobilizados para dar apoio aos PMs da UPP.

O helicóptero do Grupamento Aeromarítimo (GAM) da PM também foi enviado ao local. Bombas de gás lacrimogêneo foram usadas pela polícia para dispersar os manifestantes.

Linha Vermelha. Por volta das 17 horas, manifestantes interditaram a Linha Vermelha, uma das principais vias expressas do Rio. O protesto foi na ligação com a Via Dutra, no município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Moradores da favela Parque Juriti, às margens da Linha Vermelha, atearam fogo em pneus e sofás. Eles exigiam a construção de barreiras metálicas para isolar a comunidade da via expressa. O tráfego foi liberado cerca de duas horas depois.

O protesto complicou ainda mais o trânsito no Rio ontem, primeiro dia útil após o feriado da Semana Santa. Isso porque outra via expressa, a Avenida Brasil, está totalmente fechada desde a noite de domingo, na altura de Bonsucesso, em virtude da obra de construção do BRT TransCarioca (via exclusiva para ônibus articulados que vai ligar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na zona norte, à Barra da Tijuca, na zona oeste). As opções de desvios da Avenida Brasil são insuficientes para receber a quantidade de veículos que passam pela via todas as manhãs.

De manhã, o congestionamento se espalhou por quilômetros na zona norte carioca. Houve engarrafamentos também na Linha Vermelha, via para onde pelo menos 70 linhas de ônibus foram desviadas.

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