Protesto fecha fronteira entre Brasil e Bolívia em MS

Feirantes bolivianos bloquearam nesta terça-feira a fronteira entre as cidades de Arroyo Concépcion (Bolívia) e Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, por 13 horas consecutivas. Centenas de veículos e pedestres não puderam circular durante todo o dia todo. O maior motivo da manifestação é a fiscalização intensa feita por policiais brasileiros no local, com vistoria completa nos carros e documentação pessoal dos estrangeiros. Automóveis, utilitários, caminhões e até ônibus em condições precárias de manutenção são proibidos de trafegarem em Corumbá.Além disso, nenhum boliviano atravessa a fronteira para o lado do Brasil sem a Carteira de Fronteiriço e está proibido o trânsito de carros com placas verdes, que segundo a legislação boliviana indica que a documentação está sendo providenciada, entre outras medidas que irritam os comerciantes.Em protesto, às 5h (horário de Brasília) eles iniciaram a interdição, que terminou às 18h15m. O encerramento da manifestação aconteceu depois de agitada negociação com autoridades brasileiras na sede da Prefeitura Municipal de Corumbá.Uma comissão formada pelo comandante da Polícia Nacional da Bolívia, coronel Oscar Daza Navarro, pelo subprefeito da Província de German Bush, Remberto Jordan Colombo e pelo presidente do Comitê Cívico de Arroyo Concecpción, Victor Colombo, apresentou aos feirantes os resultados da reunião com o prefeito de Corumbá (MS), Ruiter Oliveira. Os manifestantes discutiram as medidas e acabaram aceitando-as. São concessões já previstas, como aumentar de um para cinco anos a validade da Carteira de Fronteiriço, que permite aos bolivianos estudo e trabalho no Brasil, além de instalação de barracas bolivianas na feira de Corumbá.A fiscalização da polícia brasileira continuará no pedágio da rodovia Ramão Gómez, que dá acesso a Bolívia. Ficou combinado que os policiais serão "maleáveis" com a solicitação das carteiras fronteiriças e com o trânsito de veículos bolivianos com placas verdes - placas estas que serão regularizadas até abril. Os vistos para estudar e trabalhar no Brasil têm prazo para regulamentação até a formação de um comitê bilateral de fronteira para tratar da situação.

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