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Protesto interdita avenida e paralisa metrô no Rio

Centenas de pessoas promoveram um grande tumulto neste sábado em Vicente de Carvalho, zona norte do Rio, causando o fechamento de uma das principais avenidas da região e a paralisação, por quase uma hora, da linha 2 do metrô, que liga o centro à Baixada Fluminense.A confusão começou por volta de meio-dia, quando cerca de 300 moradores do Morro do Juramento desceram a favela armados com pedras e paus. Eles protestavam contra uma ação policial que feriu Jocimar Araújo. De acordo com os moradores, a vítima é um operário que trabalhava no programa Favela Bairro, da prefeitura.Jocimar levou um tiro nas costas e levado ao Hospital Carlos Chagas, na Penha, onde foi operado. Segundo a instituição, ele passava bem. O Portal Estadão.com.br chegou a noticiar erroneamente a morte de uma pessoa, sem identificá-la, atingida por tiros da polícia, informação agora corrigida. Testemunhas disseram que policiais confundiram o barulho da britadeira que Jocimar operava com uma metralhadora e atiraram. A princípio, a polícia negou que tivesse entrado no morro, mas no meio da tarde o comandante do 9.º Batalhão de Polícia Militar, coronel Murilo Leite, admitiu a incursão, dizendo que se tratava de uma operação planejada. Ele informou que vai investigar a denúncia dos moradores.Os manifestantes queimaram um ônibus e depredaram outro, fechando a Avenida Automóvel Clube, perto da estação de metrô de Vicente de Carvalho. Motoristas tiveram que dar meia volta e os passageiros do metrô foram impedidos de sair da estação. O Metrô Rio informou que suspendeu, por cerca de 50 minutos, o funcionamento de 11 estações da Linha 2, entre os bairros de Del Castilho e Pavuna. O comércio local também foi fechado, para evitar saques.A polícia acionou seis batalhões, além da Coordenadoria de Recursos Especiais, grupo de elite da Polícia Civil, para conter os manifestantes. Um helicóptero da polícia sobrevoou a região durante o confronto para dar apoio à operação. Uma pessoa saiu ferida no rosto e quarenta manifestantes foram detidos. Todos serão autuados por associação ao tráfico de drogas e incêndio, pois a polícia acredita que a manifestação foi patrocinada por traficantes locais. "Gente ordeira, de bem, não se manifesta dessa forma", disse Leite. A polícia ocupou o Morro do Juramento por tempo indeterminado.Mortes no Andaraí, Bonsucesso e São GonçaloTambém na zona norte, quatro pessoas morreram baleadas na manhã deste sábado. Três no morro do Andaraí, durante uma troca de tiros entre traficantes e policiais do 6.º Batalhão da Polícia Militar (Tijuca). A polícia não informou a identidade das vítimas nem se elas tinham ficha criminal. Assustados, comerciantes da área fecharam as lojas.Ainda pela manhã, um morador da favela Parque União, em Bonsucesso, morreu ao ser atingido por tiros disparados, segundo a polícia, por traficantes da área. Outros dois moradores e um PM ficaram feridos. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que os bandidos atacaram um carro da polícia que patrulhava o local.No meio da tarde, a polícia matou o gerente do tráfico de drogas na Favela do Salgueiro, em São Gonçalo, município do Grande Rio. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Paulo Roberto Pereira da Silva, conhecido como PR, foi atingido durante troca de tiros com a polícia. Ele estava armado com um revólver calibre 38.

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