Protesto interdita Linha Vermelha no Rio

A Linha Vermelha, via expressa que liga o centro à zona norte da cidade, e a pista da Avenida Brasil sentido zona oeste ficaram fechadas hoje à noite, durante mais de uma hora, por causa de um protesto de moradores da favela Parque Alegria, no Complexo do Caju (zona norte). Eles jogaram pedras na pista, incendiaram e saquearam um ônibus. Enviados ao local para conter o tumulto, policiais foram recebidos a tiros por traficantes da favela. Parados no engarrafamento, motoristas foram roubados por um grupo de menores.A confusão começou por volta das 18 horas, quando cerca de 40 moradores do Parque Alegria, situado no cruzamento entre a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, interceptaram um ônibus da linha Central-Taquara e mandaram os passageiros descer. Dois coquetéis molotov foram jogados contra o veículo, da empresa Trel. Cerca de 200 policiais civis e militares e dois helicópteros da Polícia Civil foram para o local dispersar o tumulto. Depois de reaberta, a Linha Vermelha voltou a ser bloqueada, por volta das 20 horas, e o trânsito voltou a ser liberado 10 minutos depois.Os moradores protestavam contra a morte de três adolescentes do Parque Alegria e do Parque Boa Esperança, assassinados a tiros, cujos corpos foram encontrados na quarta-feira, em um manguezal próximo à Baía de Guanabara, no Caju. Elisabeth de Souza, de 33 anos, irmã de uma das vítimas, o engraxate Wallace Daniel de Miranda, de 13 anos, acusou policiais militares pelo crime. Ontem, o comandante do batalhão da área, tenente-coronel César Tanner, negou ter havido, na noite o crime, operação policial na área em que os garotos foram assassinados.

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2004 | 23h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.