Protesto marca um ano da chacina do Borel

Revolta, dor e esperança marcaram hoje o movimento Posso me Identificar?, organizado para lembrar um ano da chacina ocorrida na favela do Borel, na zona norte, quando quatro pessoas foram executadas a tiros numa operação da Polícia Militar. Segundo as famílias das vítimas, nenhuma tinha ligação com o tráfico de drogas. A passeata foi organizada por entidades não-governamentais e pessoas que tiveram parentes mortos em confronto com a polícia. O grupo de aproximadamente 600 manifestantes se concentrou, às 14 horas, no Largo do Machado, zona sul, e, duas horas depois, iniciou a caminhada até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, para cobrar providências contra a violência da polícia em comunidades carentes. Um documento com as reivindicações do grupo foi entregue a um representante enviado pelo governo, já que, segundo a assessoria de imprensa do Palácio, a governadora Rosinha Matheus não estava presente.O documento tem 29 itens e pede, entre outras coisas, garantia de proteção e reparação moral às vítimas da violência policial e de suas famílias. Os manifestantes pedem ainda um melhor preparo dos policiais que atuam em comunidades carentes e querem até que as indústrias de armamentos e equipamentos de segurança não financiem campanhas eleitorais.

Agencia Estado,

16 de abril de 2004 | 19h40

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