Protestos de rodoviários bloqueiam duas estradas em Alagoas

Manifestantes reclamam da falta de avanço nas negociações de um acordo sobre o registro de funcionários

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo,

22 de setembro de 2009 | 14h52

Trabalhadores rodoviários bloqueiam desde o início da manhã desta terça-feira, 22, duas rodovias de Alagoas, em protesto contras as empresas que exploram o transporte alternativo intermunicipal no Estado. Eles interditam parte da BR-104, no município de Rio Largo, próximo ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares; e um trecho sul da AL-101, na altura da Ponte Divaldo Suruagy, na divisa de Marechal Deodoro com Maceió.

 

Os bloqueios das rodovias nas duas principais saídas da cidade provocaram reclamação dos motoristas, que queriam chegar ou sair de Maceió. Eles enfrentam, irritados, quilômetros de engarrafamento. Os protestos impedem o tráfego de veículos nos dois sentidos das estradas. Na AL-101, os manifestantes atravessaram seis ônibus na ponte Divaldo Suruagy. BR-104, nas imediações de Rio Largo, pelo menos quatro ônibus também tiveram pneus furados.

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL), Écio Luiz, disse que o protesto é devido à ausência de avanço nas negociações para assinatura da convenção coletiva 2009/2010 da categoria. Segundo o sindicalista, a Federação de Transportadores Alternativos (Fata) se recusa em assinar as carteiras de trabalho de cerca de 700 transportadores.

 

De acordo com Écio Luiz, apenas 5% dos trabalhadores em transportes complementares teriam carteira assinada. O sindicalista afirma ainda que os empresários do transporte intermunicipal - que envolve cerca de 200 veículos - alegam prejuízos devido à atuação dos clandestinos e se recusam a assinar a convenção. As negociações com os patrões ocorrem desde junho, mas não houve avanço.

 

As negociações são acompanhadas pela Delegacia Regional do Trabalho, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas e a Procuradoria Regional do Trabalho. Por isso, os manifestantes exigem a presença da procurador-chefe do Trabalho, Virgínia Ferreira, para que ela garanta à retomada das negociações e o atendimento dos direitos trabalhistas.

 

A Polícia Rodoviária Federal e o Batalhão de Trânsito da PM de Alagoas já estão no local. Os policiais tentam evitar o conflito entre manifestantes e motoristas. Eles orientam os motoristas para que utilizem caminhos alternativos ou desvios.

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