Protestos fecham principais rodovias da Grande Belo Horizonte

Manifestações ocorreram em pelo menos oito municípios; na capital, estudantes foram às ruas e fecharam vias na zona oeste

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2013 | 18h07

BELO HORIZONTE - Manifestantes fecharam nesta segunda-feira, 24, algumas das principais rodovias que cortam a região metropolitana de Belo Horizonte. Os protestos ocorreram em pelo menos oito municípios da Grande BH e vários trechos de estradas foram interditados ao longo de todo o dia. Na capital, estudantes de uma escola estadual também foram às ruas pela manhã e fecharam vias do bairro Gameleira, na região oeste da cidade.

Segundo as polícias Militar (PM) e Rodoviária Federal (PRF), os maiores problemas ocorreram na BR-040, no trecho entre Belo Horizonte e Brasília, e na BR-381, que liga a capital mineira a São Paulo. A primeira foi fechada nos dois sentidos inicialmente na altura do quilômetro 503, em Esmeraldas. Ainda pela manhã, moradores de Ribeirão das Neves também fizeram um ato na rodovia, mas, de acordo com a PRF, os manifestantes ficaram às margens da pista. Durante a tarde, porém, moradores de Contagem também foram para a estrada e interditaram o tráfego na altura do quilômetro 525.

Assim como na BR-040, os bloqueios na BR-381 começaram ainda no início da manhã, quando moradores de Betim ocuparam a pista na altura do quilômetro 501. Durante o dia, os próprios manifestantes alternaram a liberação e interdição do tráfego, mas a estrada continuava fechada no fim da tarde, com congestionamentos nos dois sentidos. O problema cresceu com outro protesto na rodovia feito por moradores de São Joaquim de Bicas. Já no sentido Belo Horizonte/Vitória da mesma BR-381, foram moradores de Sabará que fecharam a pista na altura do quilômetro 559. Após a PRF entrar em acordo com os grupos, os manifestantes de Sabará e Esmeraldas liberaram os trechos por volta das 16h.

Segundo a PM, além destes municípios também ocorreram protestos em Santa Luzia, Juatuba e Mateus Lemes. Nesta última, moradores fecharam a rodovia MG-050 na altura do quilômetro 63 para exigir a construção de uma passarela no local. Nas demais manifestações, os protestos foram principalmente contra a má qualidade do transporte público. Ainda de acordo com a PM, até o início da noite não havia registro de tumultos em nenhum dos atos.

Em Belo Horizonte, alunos da Escola Estadual Professor Leon Renault também fizeram um protesto e fecharam parcialmente algumas vias do bairro Gameleira, com bandeiras solidárias às que foram apresentadas durante as manifestações que levaram milhões de pessoas às ruas de dezenas de cidades do País na semana passada.

Outro protesto registrado na capital foi na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde estudantes organizaram um ato contra a direção pelo fato de, no sábado (22), integrantes da Força Nacional de Segurança terem se escondido camuflados na mata da instituição para monitorar manifestantes. Na ocasião ocorreu o maior protesto já registrado na capital, que terminou em confronto de várias horas entre policiais e manifestantes.

No dia seguinte, o reitor da UFMG, professor Clélio Campolina, e a vice-reitora Rocksane de Carvalho Norton divulgaram nota na qual explicam que a cessão do espaço para as forças de segurança foi acertada "em entendimento com os ministérios da Educação, da Justiça e da Defesa" porque o campus está dentro do perímetro de 700 metros no entorno do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, onde ocorrem jogos da Copa das Confederações. Segundo a nota, a medida teve o objetivo de "preservar a segurança pessoal e patrimonial da UFMG, que é um bem público coletivo de toda a sociedade".

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