REUTERS/Sergio Moraes
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Atos são 'legítimos', mas não podem prejudicar sociedade, diz chefe da PM

Segundo Wolney Dias, bloqueios estão prejudicando 'um pouco' a saída dos policiais às ruas no Rio, mas 98% do efetivo trabalhou normalmente

Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2017 | 22h09

RIO - O comandante da Polícia Militar (PM) do Rio, coronel Wolney Dias, classificou nesta terça-feira, 14, os protestos de familiares de policiais como "legítimos", mas disse que eles não podem prejudicar a sociedade como um todo. 

"Não podemos negociar com a vida e com a segurança de 16 milhões de pessoas", afirmou Dias. Ele disse também que os bloqueios estão prejudicando "um pouco" a saída dos policiais às ruas, mas disse que 98% do efetivo estava trabalhando normalmente nesta quarta. 

Dias afirmou que pediu ao presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), o adiamento das votações do projeto de lei que autoriza a privatização da Cedae, a estatal de águas e esgoto do Rio. O projeto seria votado nesta terça, mas na segunda-feira Picciani decidiu deixar a votação para a semana que vem.

Segundo Dias, o bloqueio da entrada e saída de policiais e viaturas por familiares, em protesto contra o atraso nos salários, especialmente no Batalhão de Choque, que fica no Centro do Rio, "trouxe prejuízo para a segurança da Alerj". 

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) havia pedido o emprego das Forças Armadas até depois do carnaval, mas o decreto do presidente Michel Temer, publicado nesta terça-feira, autoriza o apoio até o próximo dia 22. Dias minimizou o fato de a atuação ser por período mais curto.

"A nossa solicitação foi por um período maior, mas vai nos ajudar, e muito. Qualquer ajuda neste momento é bem-vinda", disse Dias. 

 

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