Prova da Fuvest teve grau médio de dificuldade

A prova deste domingo foi considerada boa e com grau de dificuldade médio pelos professores ouvidos pelo Estado. Comparada a anos anteriores, a prova de História foi tranqüila.Segundo o professor Francisco Alves da Silva, coordenador da disciplina no Colégio e Curso Objetivo, as 20 questões eram objetivas e podiam ser resolvidas em uma hora. Os testes exigiam interpretação, não memorização de datas e nomes.A coordenadora de Geografia do Objetivo, a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, considerou que a prova teve grau de dificuldade médio."As questões foram muito bem boladas. A prova foi rica e criativa", avaliou. Temas atuais, como o caso da contaminação no condomínio de Mauá e o apagão, inspiraram várias questões. Mais uma vez, se exigiu do aluno a interpretação de conceitos. "Não dava para acertar no chute, a prova exigiu formação do estudante."Em Matemática, os estudantes tiveram de se esforçar, na avaliação do professor Gregório Krikorian, também do Objetivo. "Foi uma avaliação de grau de dificuldade médio para alto", afirma.Segundo ele, as 20 questões foram bem distribuídas entre as diferentes áreas da disciplina. Ele não observou grandes diferenças na formulação dos enunciados em relação a anos anteriores, apesar de a Fuvest estar se propondo a fazer algumas mudanças a fim de tornar o exame mais acessível. "Não vi nenhuma alteração."O mesmo não pode ser dito do exame de biologia, na opinião do professor Juca Vieira, do Objetivo. "A Fuvest começa a cumprir o que prometeu, algumas questões exigiram apenas capacidade de leitura e de raciocínio para serem resolvidas", afirma. "Além disso, muitas das questões estão ligadas ao dia-a-dia."Ele cita como exemplo uma pergunta em que os examinadores pedem para que os estudantes expliquem como age um vírus. Segundo o professor, quem lesse as respostas com cuidado tinha grandes chances de acertar.Outro exemplo foi a questão em que os alunos tinham de explicar por que o tomate transgênico suporta ficar mais tempo plantado do que o normal. "É por causa da osmose. Era só lembrar o conceito do que ocorre com uma folha de alface que murcha quando entra em contato com o tempero, porque perde água."

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