PSC de Roriz também vai para o lado de Dilma

BRASÍLIA

, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2010 | 00h00

O PSC - que tem Joaquim Roriz como candidato ao governo do Distrito Federal - anunciou ontem o apoio formal à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, ampliando ainda mais o tempo da petista na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

Era o tucano José Serra, quem contava o tempo do PSC, visto que o partido havia confirmado, em maio, aliança com o PSDB. Mas a mesma decisão deixou no ar a possibilidade de a cúpula do partido mudar de lado. E foi isso o que o vice-presidente do PSC, Pastor Everaldo, informou ontem depois de consultar os dirigentes estaduais e os 16 deputados do partido.

Com a conquista do PSC, a campanha de Dilma conseguiu neutralizar um pouco a perda do PP, que decidiu não se coligar com ninguém, deixando de repassar seu tempo de rádio e TV - 1 minuto e 38 segundos - para a candidata petista.

O PP que continua a integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva detém o Ministério das Cidades, cujo titular é Márcio Fortes.

Dois motivos. A direção do PSC deu dois motivos para a mudança de lado: a decisão da maioria dos deputados por uma aliança com Dilma Rousseff e o fato de o nome do partido, que foi ofertado para a vaga de vice de Serra, o senador Mão Santa (PI), não ter sido levado em consideração pelo tucano.

Nos bastidores, porém, os comentários eram de que a mudança ocorreu por outros motivos, como as recentes pesquisas que mostraram uma dianteira da petista frente a Serra, numa proporção de 40% a 35% da preferência de votos. Outro motivo: as promessas de que, se vencedora, Dilma contemplará o partido com cargos importantes. A bancada tem 16 deputados e o PSC se tornou um partido que pode decidir uma votação.

Os responsáveis pela argumentação que mudou de vez o rumo do PSC na disputa presidencial foram os dirigentes do PT e do PMDB. Nos últimos dois dias a cúpula do PSC recebeu visitas dos presidentes do PT, José Eduardo Dutra, e do PMDB, Michel Temer, também candidato a vice de Dilma, e dos líderes do Governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP) e do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).

Como o PSC é forte no Rio, o PMDB destacou também para as negociações o deputado Eduardo Cunha (RJ). Este costuma atuar nas negociações mais difíceis, quando as conversas envolvem promessas de cargos. / J. D.

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