Andre Dusek/AE
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PSD nasce maior que aliados de Dilma

Partido de Kassab já conta com adesão de 32 deputados federais; futura bancada será maior que PSB e PDT e terá só 2 cadeiras a menos que o DEM

Andrea Jubé Vianna / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2011 | 00h00

O Partido Social Democrático (PSD) nasce com 32 deputados federais, uma bancada maior que a de legendas históricas como PDT e PSB e com apenas duas cadeiras a menos que o DEM, partido de origem de seu idealizador, o prefeito Gilberto Kassab. Sem cunho ideológico definido, o manifesto de fundação do partido destaca valores como "liberdade de opinião, liberdade de empreender", tendo a "democracia como mecanismo político" e a "livre iniciativa como instrumento econômico".

"O PSD nasce com identidade própria, ideias claras, tendo um denominador comum: todos os seus integrantes defendem as liberdades individuais, a liberdade de imprensa e a economia de mercado", afirmou Kassab.

Ecoando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - para quem o PSDB não deve mais disputar os movimentos sociais e o "povão" com o PT, para se concentrar na nova classe média -, a senadora Kátia Abreu (TO), de saída do DEM, afirmou que o PSD surge para "dar voz" à classe média.

Apontada nos bastidores como futura presidente da sigla, a senadora disse que o partido se voltará para "os 100 milhões de contribuintes brasileiros" que não veem a contrapartida de seus impostos. "Quem paga tem o direito de exigir educação, saúde, justiça e segurança de qualidade, compatível com sua contribuição como pagador de impostos", acrescenta o manifesto de fundação, num tom sensível aos interesses da classe média.

Em contrapartida, sem restringir o campo de ação "às novas classes possuidoras" - na definição de Fernando Henrique -, Kátia Abreu ressaltou que o PSD também vai disputar os votos do "povão": "Não viemos para um duelo ideológico, mas não aceitaremos que o monopólio dos mais pobres fique com a esquerda. O capital não precisa de proteção, o mercado o protege", completou.

Ajuda. Sem reconhecer a natureza governista do novo partido, Kassab declarou que o PSD está disposto a ajudar a presidente Dilma Rousseff: "Queremos ajudá-la a governar, torcemos para que seu governo dê certo. Mas isso não significa atrelamento." De olho nas eleições municipais - e, principalmente, em 2014 - Kassab advertiu que "campanha é campanha, governo é governo".

Entre os deputados que aderiram ao PSD, 13 deixam a oposição (são dez do DEM e três do PPS). Depois do DEM, quem mais perde parlamentares é o PP: seis. Na bancada paulista, sete migram para o time de Kassab: Guilherme Campos (DEM), Eleuses Paiva (DEM), Junji Abe (DEM), Walter Ihoshi (DEM), Guilherme Mussi (PV), Missionário José Olímpio (PP) e Marcelo Aguiar (PSC).

Kassab também levou para o PSD o governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN), dois senadores - Kátia Abreu e Sérgio Petecão (PMN-AC) - e cinco vice-governadores, entre eles, o vice paulista, Guilherme Afif

A assinatura da ata de fundação do partido deflagra o movimento nacional para recolher as 500 mil assinaturas necessárias para registrar o partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Inovação

GILBERTO KASSAB

PREFEITO DE SÃO PAULO

"O PSD nasce com identidade própria, ideias claras e um denominador comum: todos os seus integrantes defendem as liberdades individuais, liberdade de imprensa e economia de mercado"

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