PSDB aumenta domínio nos governos estaduais e reforça oposição ao Planalto

Tucanos festejam bom desempenho no segundo turno com a eleição de mais [br]quatro governadores

Wilson Tosta /RIO, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2010 | 00h00

Com os resultados do segundo turno das eleições, ontem, no Distrito Federal e em oito Estados, PSDB e DEM expandiram seu controle sobre um núcleo de administrações estaduais de oposição ao Palácio do Planalto que, com a eleição de Dilma Rousseff, será comandado por mais quatro anos pelo PT.

Computadas também as vitórias que tiveram no primeiro turno, tucanos e democratas consolidarão, com o comando de dez Estados (oito do PSDB e dois do DEM), a partir de 1.º de janeiro, uma espécie de corredor de governos antipetistas que começa na Região Sul, pega a maior parte do Sudeste, sobe pelo Centro-Oeste e vai acabar no Norte. Em linhas gerais, e com algumas exceções, os partidos da base governista vão ficar concentrados nas "pontas" do mapa - a maior parte do Nordeste, Espírito Santo e Rio, Rio Grande do Sul e, no outro lado, Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amapá.

O "corredor oposicionista" começa em Santa Catarina, sobe pelo Paraná e São Paulo, entra para o interior em Minas Gerais, avança para o oeste em Goiás, sobe para Tocantins, depois Pará e vai acabar em Roraima. Desse grupo de Estados, apenas os catarinenses serão governados pelo DEM - os demais terão governos tucanos. Somados, seus votos equivalem a 49,14% dos 135.804.433 de eleitores brasileiros. Se forem computados os votos de outros dois governos oposicionistas - Rio Grande do Norte, do DEM, e Alagoas, do PSDB -, serão 71.023.787 de eleitores, mais da metade do total - 52,3%. O cruzamento das votações de presidente e governador, contudo, mostrou diferenças. Em várias unidades da Federação, a votação dos candidatos a presidente não seguiu os votos para governador.

Nos nove pleitos do segundo turno realizados ontem, o PSDB venceu em quatro Estados; o PSB, em outros três; e PT e PMDB conquistaram, cada um, uma administração estadual.

Números. No "corredor oposicionista", cujo desenho foi concluído ontem pelo eleitorado, a capital foi exceção. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) venceu Weslian Roriz (PSC) com 66,10% dos votos - contra 33,90% da adversária. A vitória de Agnelo significa a primeira derrota do grupo político do ex-governador Joaquim Roriz, que lançou a mulher candidata quando percebeu que poderia ter sua candidatura vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por causa da Lei da Ficha Limpa.

Ainda no lado da oposição, o PSDB conquistou ontem o governo de Goiás, com Marconi Perillo batendo Íris Rezende (PMDB). Também ficou com o governo do Pará, com Simão Jatene superando Ana Júlia, e se manteve no poder em Alagoas, por meio de Teotônio Vilela Filho. Em Roraima, na disputa mais apertada, o tucano Anchieta Júnior venceu Neudo Campos (PP) com 50,41% dos votos.

Governistas. A base do governo, porém, obteve também algumas vitórias importantes no segundo turno. O PSB, por exemplo, ganhou os governos de Piauí, Amapá e Paraíba, somando-se às vitórias no primeiro turno em Pernambuco (onde reelegeu o governador Eduardo Campos), no Ceará (onde também reelegeu Cid Gomes) e no Espírito Santo (onde chegou à vitória com Renato Casagrande).

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