PSDB de Curitiba denuncia grampo no comitê central

O comitê do candidato do PSDB à prefeitura de Curitiba, Beto Richa, denunciou, nesta quinta-feira, a existência de um microfone instalado no teto de uma sala onde eram realizadas as reuniões para decidir os rumos da campanha.De acordo com o coordenador-geral da campanha, Fernando Ghignone, a desconfiança vinha de umas três semanas. "Havia curiosas coincidências de ações, algumas estratégias de marketing sendo copiadas e outras neutralizadas pelos adversários", disse. Na terça-feira, eles decidiram pedir a ajuda de um profissional para um rastreamento, quando foi detectado o equipamento escondido no forro da casa e um microfone no orifício por onde se prende a luminária ao teto.Foi feito um pedido à Polícia Federal para apurar o caso. A PF comunicou o fato à Justiça Eleitoral. O presidente do TRE respondeu que, se os policiais vissem na denúncia alguma verossimilhança, devia "tomar as providências necessárias incertas na esfera de sua competência".Ghignone não quis identificar quem ele considera responsável pelo possível grampo, mas falou em "adversários" do candidato tucano. "Nossos adversários são poderosos e têm todo aparato de inteligência", afirmou. O advogado do PFL, que tem Osmar Bertoldi como candidato, disse que o partido "nunca cometeria uma ilegalidade". Ele se solidarizou com o PSDB e afirmou compartilhar da revolta. "Quem fez isso tem que ser punido exemplarmente", acentuou. "Não é por aí que se ganha uma eleição."Já o assessor Gilmar Piolla, do PT, cujo candidato, Ângelo Vanhoni, divide a liderança com Richa, disse acreditar que o PSDB está apenas tentando "se colocar na mídia, criar um fato". "Desconfio que seja um auto-grampo", afirmou. Segundo ele, as pesquisas internas do partido estão mostrando uma queda de Richa. "Aí tem que criar algo para chamar a atenção. Tem um pouco de factóide nisso", acentuou.

Agencia Estado,

17 de setembro de 2004 | 18h41

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