PSDB entra com nova ação contra PT

Tucanos alegam que propaganda petista faz promoção da candidatura de Dilma Rousseff

Gustavo Uribe/AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2010 | 00h00

O PSDB tenta novamente suspender uma propaganda do PT. A inserção, de 30 segundos, está programada pela Justiça Eleitoral para ser veiculada hoje. Na sexta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar aos tucanos para que duas inserções petistas fossem retiradas do ar e substituídas.

Os tucanos acusaram os petistas de terem feito "promoção pessoal" da presidenciável petista, Dilma Rousseff, e de terem apresentado a ex-ministra "como a pessoa mais apta a dar continuidade às ações do atual governo". O advogado eleitoral do PSDB, Afonso Ribeiro, explicou que devem ser usados argumentos semelhantes no novo pedido, que seria entregue até a noite de ontem, no máximo no início da manhã de hoje, ao TSE. "Iremos alegar que a inserção faz propaganda eleitoral antecipada."

O advogado antecipou que será incluída na nova representação a acusação de que o PT desrespeitou a liminar que o proibiu de "discorrer sobre a campanha sucessória" e de fazer "promoção da candidatura de Dilma".

Imagem. O advogado tucano observou que o partido voltou a mostrar na inserção a figura de uma placa de trânsito de retorno proibido, imagem que havia sido vetada pela Justiça Eleitoral. Ele esclareceu ainda que o partido deve pedir a suspensão apenas da inserção "que faz comparações entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC)".

A inserção mostra um ator estendendo uma fita métrica. Enquanto a desenrola, ele afirma que "o governo Lula já criou mais de 12 milhões de emprego". Em seguida, pergunta ao telespectador: "Quem você acha que pode aumentar mais, mais rápido este número. Uma pessoa que tem a mesma visão de Lula?" Neste momento, o ator vira a fita métrica na direção vertical até abandoná-la no chão. "Ou alguém que fez parte de um dos governos que menos criou emprego no Brasil?"

Em uma das peça proibidas pelo TSE, na semana passada, um carrinho era mostrado em ascensão em uma montanha-russa, enquanto o locutor enumerava conquistas do governo Lula. Na descida, criticava, indiretamente, a gestão de FHC. As inserções são arrematadas por uma placa de trânsito de retorno proibido, ao lado do slogan: "O Brasil não pode voltar ao passado".

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