PSDB filtra cobranças, mas DEM e PPS elevam o tom

Tucanos queriam fazer só convite para ministro se explicar na Comissão de Fiscalização, enquanto os outros pedem convocação

Eduardo Bresciani e Denise Madueño / BRASÍLIA,

17 de maio de 2011 | 02h37

Principal partido da oposição, o PSDB está a reboque nas ações de cobrança de esclarecimentos sobre a empresa do ministro Antonio Palocci. DEM e PPS têm tomado a frente do processo ao levantar a necessidade de investigação no Ministério Público e da presença de Palocci no Congresso. O ministro goza de bom trânsito com lideranças tucanas. Sua atuação no ministério da Fazenda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando manteve a base da política econômica da administração tucana, criou laços que permanecem.

Ontem, o ex-governador de São Paulo José Serra disse que Palocci não pode ser "crucificado". "Não tenho o papel de julgador a esse respeito. Acho normal que uma pessoa tenha rendimentos quando não está no governo e que esses rendimentos promovam variação patrimonial."

A atitude mais comedida dos tucanos pode ser observada na forma reticente como defenderam a presença de Palocci na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Enquanto PPS e DEM querem a convocação do ministro, o PSDB sugeriu que ele seja apenas convidado.

Além da presença do ministro no Congresso, a oposição vai pedir uma investigação na Procuradoria-Geral da República. A ação da oposição inclui também questionamentos à Receita Federal para verificar evolução patrimonial de Palocci.

Numa das raras manifestações de iniciativa própria, o líder tucano, Duarte Nogueira (SP), decidiu pedir informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). / COLABOROU DAIENE CARDOSO

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ACM NETO

LÍDER DO DEM NA CÂMARA

"O governo não pode ser ponte para negócios"

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