PSDB mantém cautela em relação a dossiê no horário eleitoral

O PSDB ainda está cauteloso em explorar na propaganda eleitoral na TV o escândalo da compra de dossiê contra José Serra e Geraldo Alckmin - que envolveu o PT e um assessor direto da Presidência da República - para não vitimizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não dar motivos para que a justiça eleitoral aceite eventual pedido de direito de resposta do adversário. "Isso seria muito ruim", disse um estrategista da campanha.Apesar da prudência, os principais líderes do PSDB consideraram tímido o tratamento do assunto no programa que foi ao ar nesta terça-feira, 19, no horário do almoço. Só nos minutos finais é que o apresentador fez comentários sobre o escândalo e perguntou de onde vem o dinheiro, numa referência aos R$ 1,7 milhão encontrados com pessoas ligadas ao PT.Uma delas, Gedimar Passos, acusou o assessor Freud Godoy como o responsável pela compra do dossiê contra os tucanos. A oposição avalia, portanto, que a denúncia envolvendo um assessor direto e pessoal de Lula poderá ter repercussão positiva para Alckmin, consolidando, assim, a tendência de a disputa ser definida no segundo turno.As pesquisas telefônicas disponíveis no comitê da campanha apontaram 43% parta Lula e 35% para Alckmin. Ou seja, pela primeira vez, o candidato tucano chega a 35%. O coordenador geral da campanha, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), admitiu hoje, em entrevista, que os escândalos geram um novo estímulo à campanha."Esse fato novo cria um novo estímulo pois desestrutura o PT e o presidente Lula naquilo que eles têm de mais precário: a questão ética". Segundo ele, ainda não dá para especular os reflexos eleitorais desse escândalo. "Mas seguramente só pode ser negativo para Lula e o PT", concluiu.

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