PSDB menciona violação no horário eleitoral

Programa de Serra na TV exibe manchetes de jornais sobre o caso; episódio dos ''aloprados''[br]também é citado

Bruno Tavares e Ivan Fávero, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

A violação do sigilo fiscal de mais três integrantes do PSDB foi parar no horário eleitoral. Ontem, em seu programa noturno, o candidato tucano à Presidência, José Serra, usou as manchetes sobre o caso para levantar suspeitas contra a campanha de Dilma Rousseff (PT), sua adversária na corrida pelo Planalto.

O vídeo relembrou ainda o episódio dos aloprados - grupo de petistas detidos ao tentar comprar suposto dossiê contra tucanos nas eleições de 2006.

Na propaganda, o locutor associou o escândalo com as notícias publicadas ontem. "Mais uma vez, adversários de José Serra tentam fazer uma armação para prejudicá-lo", afirmou. "Violar Imposto de Renda é crime. A quem interessa essa armação contra José Serra? Quem está por trás disso", questionou. "Até quando o Brasil vai conviver e aceitar os escândalos, os aloprados e armações como essa?".

Assim como nos últimos programas, a investida de ontem foi inserida depois da vinheta "Serra, Presidente do Brasil", dando a impressão de que o horário tucano já havia terminado.

Além de explorar o noticiário contrário à oponente, a propaganda de Serra também subiu o tom das críticas.

Pela primeira vez, focou obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que ainda não foram concluídas, como a construção de moradia popular no Rio e saneamento básico em Belford Roxo (RJ).

O candidato tucano dedicou parte de seu programa para tentar mostrar ao eleitor que não é de "parar nada que esteja andando". "Para mim, não importa quem começou, nem quem é o autor da ideia. Se está funcionando eu dou força, continuidade, eu melhoro e fico em cima para a coisa funcionar de verdade". Como exemplo, Serra citou até os Centros Educacionais Unificados (CEUs), criados na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e ampliados durante sua passagem pela Prefeitura.

Programas sociais. A peça publicitária de Dilma foi quase toda dedicada aos programas sociais implementados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petista buscou retratar o que, na visão do governo, compõe as etapas para o crescimento do País.

O primeiro programa social destacado foi o Bolsa-Família. Em vez de só retratar o seu funcionamento, a propaganda contou histórias de algumas das 2 milhões de pessoas que abdicaram do benefício por terem conseguido emprego. Uma das personagens terminou seu depoimento chamando Lula de "pai do povo". "Eu espero que Dilma Rousseff seja a mãe", disse.

Na sequencia, a campanha petista falou do Próximo Passo, ação que busca promover a qualificação social e profissional dos beneficiários do Bolsa-Família.

Por fim, destacou as obras de infraestrutura previstas no PAC, como a ferrovia Nova Transnordestina e o projeto de integração do Rio São Francisco.

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