PSDB precisa do nome de Aécio na chapa puro-sangue

Não bastasse um presidente da República com popularidade recorde como cabo eleitoral, a pré-candidata petista Dilma Rousseff ainda tem um vice peemedebista, Michel Temer, que lhe renderá mais de cinco minutos diários de propaganda no rádio e na televisão durante os 45 dias de campanha eletrônica.

Análise: Christiane Samarco, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

Sem Lula e sem opção partidária para engordar o tempo de rádio e TV, o pré-candidato tucano José Serra conta com um fato político especial para dar impulso à campanha do PSDB: o ex-governador mineiro Aécio Neves na chapa presidencial.

Mesmo sem o peso de presidir um PMDB e fora do governo de Minas, Aécio representa bem mais do que o posto que lhe querem dar na chapa puro-sangue do PSDB ao Palácio do Planalto.

Ele é fato político nacional, capaz de produzir impacto no quadro sucessório e de criar um contraponto à força popular do presidente, sem confrontar com Lula. Afinal, o ex-governador mineiro nunca fez oposição ao presidente petista.

Aécio é a voz de um líder mineiro, o único que desfruta de popularidade comparável à do próprio Lula no segundo maior colégio eleitoral do País. Aécio sempre se apresentou aos mineiros como uma voz "amiga" de Lula no Estado.

Também foi ele quem primeiro - e bem antes do período eleitoral - encampou o discurso das diferenças do "modo tucano de governar" com o petismo de Dilma.

Ao mesmo tempo que pregava a continuidade do que havia começado no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, destacava o valor da boa gestão fundamentada no mérito, enquanto o petismo aparelhava o Estado, alojando companheiros.

É JORNALISTA DO "ESTADO"

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