Psicólogo lembra contágio por antraz há 3 anos

O psicólogo clínico José Carlos Carpentieri foi vítima de contaminação por antraz, há três anos, numa época em que pouco se falava da bactéria e até o diagnóstico era difícil, em razão do pouco conhecimento a respeito da doença.Ele se recorda que quase perdeu o dedo médio da mão direita e que depois de passar por dois dermatologistas, sem sucesso, teve a sorte de encontrar um médico amigo que, prontamente, identificou o problema iniciando, de imediato, o tratamento.Até hoje, o psicólogo não sabe dizer como entrou em contato com o microorganismo. "Só me recordo de sentir uma espécie de picada de inseto no dedo, que passou a coçar, transformando-se em um furúnculo", afirma, lembrando-se que no período anterior à doença não saiu do circuito Santos-São Paulo, onde possui consultórios e sequer visitou áreas rurais.Nascido em Assis, interior do Estado, Carpentieri já tinha ouvido falar da doença. Mas os dermatologistas que consultou estavam tratando o caso como espinha ou pelo encravado.Ao ver o seu dedo, o cirurgião e ginecologista Luiz Fernando Bueno não teve dúvida de tratar-se de contaminação por antraz. Além de iniciar tratamento com antibióticos, o psicólogo foi submetido à cirurgia para a retirada do tecido necrosado."Foram 30 dias sem poder trabalhar, porque havia o incômodo do ferimento, além da dor que era forte", relembra.Quando veio à tona a questão do antraz como arma bacteriológica, o psicólogo imediatamente lembrou-se do problema que deixou marcas em sua mão, uma vez que perdeu a sensibilidade do dedo médio direito."Infelizmente, a população dos Estados Unidos e, agora, de boa parte do mundo, vive um quadro de paranóia geral, desencadeada a partir dos ataques terroristas ao World Trade Center, em 11 de setembro, criando uma situação de instabilidade em todo o planeta, porque ninguém tem condições de prever onde tudo isso vai parar", observa.Leia o especial

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.