Psiquiatra desequilibrado mata o pai

O advogado aposentado Auto José de Castro, de 73 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio filho, o médico psiquiatra e professor de filosofia da Universidade Federal da Bahia, Breno Mário Mascarenhas de Castro, de 43 anos, preso em flagrante. O crime ocorreu no inicio da noite de ontem, no apartamento de Breno, em Salvador. Sofrendo aparentemente de algum tipo de desequilíbrio mental, o psiquiatra se automedicava com quatro tranqüilizantes. Ele morava sozinho havia um ano após ter se separado da mulher. Preocupado com as crises nervosas do filho, o advogado Auto de Castro procurou pela manhã o delegado Ruy da Paz, da 1ª Delegacia de Polícia da capital baiana, comunicando que Breno poderia ferir alguém, pois costumava andar armado. Policiais chegaram a procurá-lo no local de trabalho e em casa, mas Breno não foi localizado.No inicio da noite, junto com o amigo Diógenes Santos Lopes, Auto se dirigiu até o apartamento do filho com o objetivo de convencê-lo a se internar numa clínica psiquiátrica. Ao abrir a porta, Breno descarregou o revólver calibre 38 que portava. Auto recebeu cinco tiros no peito e Diógenes, um, no abdome. Mesmo ferido, Diógenes conseguiu fugir do local e chamou a polícia. Breno se trancou no apartamento, mas após algum tempo conversando com os policiais decidiu se entregar. Para a delegada Maria Dail de Sá Barreto, que apura o caso, Breno disse apenas que matou o pai porque ele constantemente o chamava de "desequilibrado e impotente". Orientado pelo advogado, o acusado permaneceu calado o restante do tempo. A delegada deve sugerir, no inquérito, que Breno seja examinado por uma junta médica para avaliar sua sanidade mental.

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