Psiquiatra que matou o pai condenado a 8 anos de prisão

O psiquiatra e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Breno Mascarenhas de Castro, de 48 anos, foi condenado a 8 anos de prisão em regime semi-aberto em julgamento encerrado na madrugada de hoje no Fórum Rui Barbosa de Salvador. Ele matou a tiros o pai também psiquiatra e Catedrático da Faculdade de Direito da UFBA Auto José de Castro e feriu o mecânico Diógenes Lopes, em abril do ano passado. As duas vítimas tentavam convencer o assassino a se internar numa clínica psiquiátrica. O julgamento durou mais de 19 horas e o advogado do réu defendeu a tese de que Breno vinha sendo perseguido pelo pai desde pequeno e teria atirado para se defender. Conforme o psiquiatra, o pai o humilhava xingando-o de "homossexual e impotente". Além disso contou que Auto o usava para "experimentos psiquiátricos". Breno confirmou sem pestanejar que atirou no pai conscientemente no momento em que ele e o amigo Diógens invadiram seu apartamento no bairro da Graça, de classe-méia alta da capital baiana, para tentar interná-lo numa clínica. Testemunhas apresentadas pela defesa disseram que de fato o pai maltratava o psiquiatra. Isso contribuiu para que ele não recebesse a pena máxima prevista para assassinato que é de 30 anos de prisão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.