Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

PSTU nega ligação com black blocs

Partido foi citado por Caio Silva de Souza, preso pela morte de cinegrafista no Rio, em seu depoimento à policia; preso nessa quarta, ele lançou suspeitas sobre a legenda

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2014 | 15h01

RIO - O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) divulgou na tarde desta quinta-feira nota em que nega qualquer ligação com os manifestantes que adotam a tática black bloc e promovem vandalismo durante os protestos. A legenda foi mencionada por Caio Silva de Souza, preso por envolvimento na morte do cinegrafista Santiago Andrade, como uma das que financiariam manifestantes em atos públicos.

O partido também nega ter relação com os dois rapazes presos sob acusação de terem lançado o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

"Nas manifestações do ano passado, o PSTU foi o único partido de esquerda a contestar e discordar publicamente dos métodos empregados por estes setores do movimento social. Exigimos que se apure a denúncia de financiamento desses jovens. Se eles receberam dinheiro para agirem como provocadores, exigimos que se diga quem os financiou. Não só quem financiou esses jovens, mas quem financia a defesa da dupla acusado-delator", afirma a nota.

"Somos radicalmente contrários à perseguição que os governos vêm promovendo contra os movimentos sociais. A violência instaurada naquele dia na Central do Brasil é de responsabilidade do governo e da Polícia Militar. Prestamos nossa solidariedade aos familiares de Santiago e continuaremos lutando para que novas tragédias como esta não aconteçam", conclui o texto.

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