PT acredita em entendimento com oposição após 2º turno

O governador eleito da Bahia, Jacques Wagner (PT), afirmou na noite desta quarta-feira que acredita na possibilidade de entendimento com a oposição após a conclusão do segundo turno das eleições. "O PSDB é um partido que tem responsabilidade e tem governadores que querem governar", afirmou ele.O governador eleito disse entender o atual clima de animosidade. "Quando se está na torcida, você acredita, espera o gol até o último minuto. Então, entendo que o momento é de disputa", disse. E completou: "quando acaba o jogo, é temeroso e a sociedade não quer que se continue com a intriga política permanente. Os governadores não vão querer isso.Jacques Wagner definiu como "uma dádiva" o fato de as eleições presidenciais não terem sido definidas no primeiro turno. "Se tivesse ganho no primeiro turno com pouco mais de 50% dos votos, alguém poderia querem questionar a vitória do Lula . Mas agora o Lula vai ter muito mais votos porque aglutinou forças", afirmou.Jacques Wagner e o prefeito de Recife, João Paulo, estão em Belém para participar de eventos da campanha da candidata do PT ao governo do Pará, senadora Ana Júlia Carepa.Tentativa de uniãoOntem foi a vez de o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, chamar a oposição para um acordo após o segundo turno. Em entrevista no Palácio do Planalto, disse que um ou dois dias após as eleições o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve procurar os partidos aliados para orientar a formação de um governo de coalizão e discutir um programa mínimo. Isso incluiria crescimento igual ou superior a 5% em 2007.´Se o presidente Lula ganhar, como tudo está a indicar, as forças políticas democráticas vão sentar para conversar sobre esse tema (coalizão). O terceiro turno parece ser uma estratégia política minoritária da oposição, com viés autoritário, que não quer reconhecer resultados eleitorais´, alfinetou. ´Mas o principal líder dessa corrente está aposentado. Possivelmente ele não tenha muita influência´, completou. Tarso não quis dizer explicitamente a quem se referia.Para o ministro, Lula tem mais condições de articular uma grande coalizão política de forças ´para renovar o sistema político brasileiro´. Apesar do acirramento das discussões na reta final da campanha eleitoral, ele diz que a oposição será procurada para assegurar a governabilidade de um segundo mandato do presidente Lula.

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