PT briga por controle da Cultura e deve apresentar 3 nomes

Emir Sader, Ideli Salvatti e Angelo Vanhoni são cotados para a vaga; Dutra ficou encarregado de fazer a reivindicação

Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2010 | 00h00

Na discussão sobre cargos no futuro governo, o PT decidiu incluir o Ministério da Cultura na lista de pastas pelas quais vai brigar para ter o controle. A decisão foi tomada no final da semana, durante encontro do diretório nacional. Na ocasião também ficou acertado que o presidente do partido, José Eduardo Dutra, apresentará a reivindicação à presidente eleita, Dilma Rousseff, no decorrer desta semana.

Dutra ainda ficou encarregado de levar para a mesa de negociações uma lista com três nomes que o diretório apoia para chefiar aquele ministério. Nela aparecem o cientista político Emir Sader, a senadora Ideli Salvatti (SC) e o deputado federal Angelo Vanhoni (PR).

Sader conta com o apoio de parte da executiva do PT, com a qual se reuniu, após o encontro do diretório nacional. Ideli comandou a campanha de Dilma em Santa Catarina e tem seu nome cotado para outras pastas. Vanhoni preside a Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

O orçamento do Ministério da Cultura foi um dos que mais cresceram no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Passou de R$ 249 milhões em 2002 para R$ 2,2 bilhões neste ano.

A definição do Ministério da Cultura não é prioridade nas negociações e depende de vários fatores. Um deles é acerto sobre outras pastas com os aliados. Um exemplo: se o PC do B perder a pasta dos Esportes, hoje com Orlando Silva, poderá ser recompensado com a Cultura. A cotada, nesse cenário, seria a deputada Jandira Feghali, do Rio.

Também estão em cena acertos regionais. O atual ministro, o baiano Juca Ferreira, do PV, tem o apoio político do governador da Bahia, Jacques Wagner (PT).

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