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PT defende CPI da propina e recusa CPI da publicidade em SP

A bancada do PT na Câmara Municipal de São Paulo vai se empenhar para aprovar e comandar a CPI que vai investigar a cobrança de propina de fiscais na atual administração e tentará barrar uma outra CPI para apurar os gastos com publicidade feitos pela prefeita Marta Suplicy (PT).O assunto foi discutido hoje, por mais de três horas, em uma reunião com os vereadores da bancada e membros da Executiva Municipal do PT. De acordo com o líder da bancada, Arselino Tatto (PT), é uma ação política e legítima o PT presidir a CPI da propina. "O PT sempre combateu a máfia e não é porque estamos no poder que não vamos investigar", disse Tatto, que é investigado pelo Ministério Público, suspeito de reter salários de funcionários e teve as contas bancárias abertas pelo órgão.Ao ser questionado se o PT aceitaria uma investigação sobre as verbas retiradas de programas sociais e saúde e remanejadas para a publicidade do governo, Tatto alegou que não há interesses, no momento, de se abrir uma CPI para investigar esse tema. "Acho que não (precisaria abrir uma CPI da publicidade) porque os secretários (das Finanças e Comunicação) explicaram que esses recursos foram aplicados para combater a dengue", disse o parlamentar. Para vereadores da base, uma CPI da publicidade poderia expor negativamente, em um ano eleitoral, a imagem da prefeita e do PT.O vereador Danton Silvano disse que a CPI das propinas presidida pelo PSDB seria isenta e independente. "Na briga, quem tem mais (votos), leva. A nossa CPI vai ser mais independente e fica muito difícil investigar a si próprio", criticou Silvano. Para ele, o PT não iria investigar os crimes cometidos em sua administração. "O mesmo procedimento foi adotado na CPI do lixo, apresentada pelo PT, que não foi satisfatória", afirmou Dalton.Hoje, a Câmara Municipal tem 35 pedidos de CPI na fila de espera. Entretanto, será uma dura batalha para o governo e para a oposição aprovarem as CPIs. Primeiro, são necessários 19 assinaturas para dar entrada no requerimento. Após o PT e o PSDB apresentarem os pedidos de CPIs, os partidos deverão esperar a entrega e publicação no Diário Oficial do Município (D.O.M) do relatório final de uma das quatro CPIs que estão tramitando na Casa. A entrega deve ocorrer até o próximo dia 11.Após esse estágio, o presidente da Câmara, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), é obrigado a instaurar o requerimento de preferência para aprovar um dos dois pedidos de CPIs. São necessários 28 votos para ganhar a preferência e passar na frente das outras CPIs que estão na fila. Depois são necessários mais 28 votos em plenários para instalar a CPI da propina no plenário na Câmara, que terá 90 dias de investigação.

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