PT defende fim do segredo de Justiça no caso do dossiê

O presidente nacional do PT e coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quinta-feira à noite que colocou à disposição da Justiça Federal a abertura dos sigilos bancários da campanha presidencial e do diretório nacional do partido. Também propôs que o processo sobre o caso do dossiê Vedoin deixe de correr em segredo de justiça."Essa é uma decisão que caberá ao juiz, evidentemente. Nós estamos simplesmente dando uma indicação", afirmou Garcia. "Não é nenhuma coação. Nós somos muito respeitosos ao poder judiciário. Se o juiz considerar que é um bom procedimento, ele o fará." Garcia defendeu o fim do segredo de justiça como forma de evitar o vazamento de informações "aqui e ali" e de "reforçar a transparência das investigações". E acrescentou: "O que estiver sendo averiguado, do nosso ponto de vista, não temos nenhuma inconveniência de que seja divulgado". O objetivo das medidas anunciadas pelo coordenador da campanha é contrapor-se às sucessivas denúncias envolvendo petistas no escândalo do dossiê que supostamente incriminaria políticos tucanos na máfia dos sanguessugas. O vazamento pelo delegado da PF Edmilson Bruno de fotos do R$ 1,7 milhão que supostamente seria usado por Gedimar Passos e Valdebran Padilha para a compra do dossiê Vedoin é apontado pelo próprio PT como a principal causa para que a disputa se estendesse para o segundo turno.Independentemente da abertura das contas da campanha à reeleição, os partidos já tiveram de apresentar duas prestações de contas parciais antes da eleição no dia 1º de outubro e têm até o dia 30 para a prestação de contas final relativa ao primeiro turno.De acordo com Garcia, a decisão de abrir o sigilo das contas da campanha e do PT nacional foi iniciativa dele e contou com o respaldo dos integrantes da Executiva Nacional do partido que estavam em Brasília e do próprio presidente Lula. "O presidente foi informado. Concordou e achou uma boa iniciativa", afirmou o coordenador.O documento com a proposta do PT para abrir o sigilo das contas e a sugestão de levantar o segredo de justiça do processo sobre o dossiê foi enviada por fax ao juiz federal Jefferson Schneider e também pelos Correios, via Sedex.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 22h41

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõeseleições 2006

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.