PT faz ato contra corrupção em frente à sede da companhia

Protesto no centro de SP reuniu também representantes de centrais sindicais e movimentos sociais

Angela Lacerda, Eugenia Lopes e Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2010 | 00h00

O PT realizou ontem "ato contra escândalos de corrupção no Metrô" no centro de São Paulo. A manifestação ocorreu em frente à sede da companhia, na Rua Boa Vista. "Apuração do escândalo do PSDB no Metrô já!", dizia uma faixa carregada por deputados estaduais e federais, além de vereadores do PT. O protesto reuniu também representantes de centrais sindicais e movimentos sociais e acabou engrossado por uma caminhada da campanha de Dilma Rousseff.

Antônio Mentor, líder do PT na Assembleia paulista, disse que "não se pode aceitar essa tese fantasiosa de que houve conluio entre as empresas e que o Metrô não sabia de nada". Mentor asseverou que "todo o processo de licitação da Linha 5 foi comandado por José Serra, pelo governo dele".

"(Serra) não pode agora tentar se esquivar alegando que já não era mais governador quando houve a concorrência", cobrou o deputado. "Primeiro ele virou as costas para o Paulo Preto (ex-diretor da Dersa)."

No Recife, Serra disse não considerar necessária investigação na gestão. Indagado por que, respondeu com ataque ao governo do PT, que, segundo ele, faz "publicamente, abertamente" proposta de concorrência acertada. Citou as hidrelétricas de Belo Monte e Jirau.

Em Brasília, Dilma defendeu a investigação. A petista afirmou que não seria "leviana" de culpar o adversário pelo suposto direcionamento na licitação.

"Acho importante que, pelo menos desta vez, eles abram sindicância, inquérito e apurem. Não é possível achar que as coisas são perfeitas e vender isso para a população. Não são. Um Estado e governo se medem pela capacidade não de garantir que não haja nada, mas, em havendo, tomar providências, investigar, saber quem é o responsável, e não tentar soluções fáceis", afirmou Dilma, depois de participar do lançamento de sua proposta para desenvolvimento social.

A presidenciável observou que um processo de licitação viciado encarece a obra. "Sempre lamento esses fatos porque processos licitatórios não podem ser viciados e porque isso prejudica a população. Geralmente, quando tem processo viciado sai muito mais caro para a população."

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