PT paulista tenta reverter votos e desestabilizar PSDB

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Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2010 | 00h00

Bastidores

Em São Paulo, os petistas acompanham com lupa os cenários traçados pelas pesquisas. Em cálculos internos, consideram que a diferença entre Dilma Rousseff e José Serra pode cair para menos de 2 milhões de votos, o que, estatisticamente, na avaliação desses petistas, aumentaria a chance de uma eventual vitória no primeiro turno, dependendo dos resultados no resto do País.

Os tucanos já chegaram a contabilizar uma vantagem de até 7 milhões de votos em São Paulo, mas a diferença atual entre Serra e Dilma, em média, está na casa de 3 milhões a votos a mais para o tucano no Estado, segundo pesquisas internas do PT. Na última pesquisa Datafolha, a diferença entre o tucano e a petista no Estado é de 10 pontos (43% a 33%). A margem de erro é de dois pontos.

Para o PT, ainda que a sua candidata seja derrotada por Serra em São Paulo ? o cenário mais provável até o momento ?, a redução significativa desta vantagem teria um efeito político desestabilizador no PSDB.

Como os dois partidos estão enraizados e têm suas origens no Estado, uma votação satisfatória de Dilma no reduto paulista pode impulsionar o fortalecimento de outros nomes do PT no Estado.

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