PT se digladia por cargos na Mesa do Senado

Definida a candidatura única de José Sarney (AP) à presidência do Senado, imposta pelo PMDB, o PT enfrenta internamente disputas acirradas para a Mesa e pelo comando das principais comissões. Paralelamente, corre o risco de não reeditar o mesmo bloco de apoio ao governo, que poderia lhe garantir um poder de fogo de 31 senadores, mais de um terço da Casa. Número suficiente para garantir sessões deliberativas e aprovar projetos de lei ordinária e medidas provisórias.

Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2011 | 00h00

O líder do PT, Humberto Costa (PE), desembarca em Brasília na quarta-feira para aplacar a disputa entre Marta Suplicy (SP) e José Pimentel (CE) pela primeira vice-presidência e articular a remontagem do bloco governista. Seu êxito depende da anuência de sete legendas: PDT, PC do B, PSB, PR, PRB, PSC e PMN. "A formação do bloco interessa a vários partidos, por opção política e porque, de outra maneira, não teriam espaço na Mesa. Ou só lhes restaria presidir comissões pouco relevantes", explicou Costa.

Os petistas se reúnem na quinta-feira, a fim de definir os indicados para a Mesa e o comando das comissões. Se não houver consenso entre Marta e Pimentel, a disputa vai a voto, com provável vitória da ex-prefeita. O cargo de primeiro vice-presidente tornou-se mais cobiçado pela visibilidade e concentração de poder. Por questões de saúde, Sarney não tem dirigido muitas sessões. Nos últimos dois anos, Marconi Perillo (PSDB-GO) presidiu mais sessões deliberativas que ele.

Além da briga pela primeira vice, os petistas Eduardo Suplicy (SP) e Delcídio Amaral (MS) disputam entre si o comando da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). E o recém chegado Lindberg Farias (RJ) pleiteia a presidência da Comissão de Infraestrutura (CI), que o PT pode ser obrigado a ceder a um aliado.

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