"PT tem que ser posto para fora", diz Eduardo Jorge

O ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira disse nesta sexta-feira que aceitou o cargo de coordenador-adjunto da campanha presidencial do tucano Geraldo Alckmin porque "é essencial que o PT seja posto para fora". Eduardo Jorge, que trabalhou no governo de Fernando Henrique Cardoso, apresentou à imprensa o comitê da campanha de Alckmin. A inauguração do comitê será na próxima quarta-feira, com a presença do candidato. O ex-ministro disse que não aceitará nenhum cargo em um eventual governo Alckmin. "Já dei minha cota", afirmou. Indagado sobre os motivos que o levaram a aceitar o trabalho na campanha, Eduardo Jorge reiterou: "É essencial que o PT seja posto para fora. Eles (os petistas) fazem mal para o Brasil". No governo FHC, Eduardo Jorge foi acusado pelo Ministério Público Federal de usar o cargo para favorecer empresas. As denúncias não foram adiante, e o ex-ministro processou os procuradores Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb. Eduardo Jorge trabalhou nas campanhas presidenciais tucanas de 1994 e 1998. O comitê da campanha de Alckmin é um edifício de dois andares de propriedade do senador Paulo Octávio (PFL-DF), aliado dos tucanos e candidato a vice-governador do Distrito Federal na chapa do deputado pefelista José Roberto Arruda. O senador cedeu o espaço ao PSDB e diz que vai registrar o equivalente ao valor do aluguel, R$ 12.000 mensais, como doação à campanha.

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