PT vai defender ''faxina'' e monitorar alianças

Caso do PR vira exemplo para avaliar possíveis ''circunstâncias negativas'' nas alianças locais em 2012 com partidos que integram a base de Dilma

Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2011 | 00h00

Em meio às reações do PR diante das medidas saneadoras no Ministério dos Transportes, a direção nacional do PT divulgará hoje um documento de apoio às iniciativas da presidente Dilma Rousseff. O partido decidiu também montar um sistema de monitoramento das alianças para as eleições municipais do ano que vem, a fim de avaliar a conveniência de coligações não só com partidos de oposição ao governo, mas de aliados.

O caso do PR foi usado como exemplo por um dirigente petista ao revelar que o comando nacional do partido vai "examinar" possíveis "circunstâncias negativas" nas alianças locais com partidos que integram a base da presidente Dilma.

Na quarta-feira, o PR deixou o bloco governista no Senado e anunciou "independência" em relação aos assuntos de interesse do governo. A Executiva Nacional do PT reuniu-se ontem no Rio. Hoje, o encontro será do diretório nacional.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, recusou-se a citar nomes de partidos e disse apenas que alguns casos de alianças municipais poderão ser decididos pela direção nacional. No caso dos partidos de oposição a Dilma - PSDB, DEM e PPS -, Falcão disse que não haverá uma "política proibitiva". "Alguns casos poderão ser tratados como exceção", afirmou.

Segundo o presidente petista, possíveis coligações pontuais com oposicionistas não vão alterar a determinação do PT de "derrubar políticas liberais e de direita que o DEM, o PSDB e o PPS encarnam no plano nacional". Sobre alianças com os partidos aliados, Falcão respondeu: "Podemos avocar algumas decisões (para a direção nacional)".

Sondagem. Falcão citou pesquisa encomendada pelo PT ao instituto Vox Populi em que 39% dos 2,2 mil entrevistados em todo o País apontaram o PMDB como partido mais próximo dos petistas. Questionado se o resultado indica os peemedebistas como aliados preferenciais, Falcão disse que "sinaliza, mas ainda não está decidido". O PT realizará um congresso nacional em setembro, quando será fechada uma estratégia eleitoral para as disputas municipais do ano que vem. A presidente Dilma garantiu presença no encontro.

Na noite de ontem, Rui Falcão e outros dirigentes do PT jantaram com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que disputará a reeleição em 2012. Segundo Falcão, os petistas deverão apoiar a reeleição de Paes e indicar o candidato a vice.

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