PTB decide manter candidatura de Tuma

Internado há uma semana, senador vinha sofrendo pressões para renunciar; na avaliação do partido, desistência traria desgaste à legenda

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2010 | 00h00

O PTB decidiu ontem manter a candidatura do senador Romeu Tuma, internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há uma semana. A expectativa do partido é que o candidato, que tenta a reeleição, possa retornar à campanha já na próxima semana. Tuma está afônico, segundo sua assessoria, e enfrentaria dificuldades para se alimentar por causa das dores na garganta. Também está fazendo exames pré-agendados. Ele tem problemas de coração.

Desde o fim do mês passado, ele já havia diminuído o ritmo da campanha, evitando fazer viagens. Em nota oficial divulgada ontem, o presidente do partido, deputado estadual Campos Machado, disse que a campanha de Tuma será dinamizada. "A eleição do senador Romeu Tuma é, hoje, uma questão de honra para o PTB. A internação não vai, em absoluto, paralisar a campanha à reeleição do senador", afirma no texto. Campos Machado apelou aos diretórios do partido que transformem setembro no "mês da lealdade e da solidariedade" ao candidato.

Campos Machado é considerado um dos maiores aliados do senador no partido, mas há uma forte pressão de outros setores do PTB e até de parte da família para que o senador - a exemplo de Orestes Quércia (PMDB) - renuncie. O PSDB também teria interesse na desistência para carrear votos ao candidato Aloysio Nunes Ferreira, que herdou o tempo de TV de Quércia.

Depois da desistência do peemedebista, na segunda-feira, por motivos de saúde, o PTB recebeu uma consulta formal dos aliados para saber se a candidatura seria mantida. A avaliação dos petebistas, entretanto, é de que, mesmo internado, Tuma ajuda a eleger deputados, entre os quais o filho, Robson Tuma, e sua desistência traria mais desgaste que vantagem ao partido. Até ontem, ele continuava internado, sem data de alta, embora houvesse previsão de uma nova nota do hospital marcando o dia da saída do senador.

Em São Paulo, o PTB apoia Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo, mas, como já havia dois candidatos ao Senado na coligação - Aloysio e Quércia -, Tuma acabou preterido e saiu sem apoio oficial. Em nível nacional, o PTB apoia Dilma Rousseff (PT).

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