Publicado decreto de desapropriação da Roosevelt

Projeto atrasado há três anos e orçado em R$ 40 milhões, a revitalização da Praça Roosevelt, no centro velho da capital, resultará em desapropriações de imóveis. Conforme decreto público ontem no Diário Oficial da Cidade, uma área de 515 m² será desapropriada. O governo municipal não quis dar detalhes sobre quantos imóveis, residenciais ou comerciais, terão de deixar a praça, hoje ocupada por sete companhias de teatro. Sinônimo de abrigo para prostitutas e consumidores de drogas até o início da década, o quarteirão também tem bares e uma livraria especializada em história em quadrinhos. Nos últimos cinco anos, artistas e intelectuais ajudaram a repaginar a região à revelia do projeto de revitalização retomado pelo governo em 2005. O decreto de desapropriação ocorreu menos de um mês após o Conpresp (o conselho municipal de preservação do patrimônio) ter aprovado a reforma da praça. O local está no entorno do Colégio Visconde de Porto Seguro, inaugurado em 1913 e tombado em 1979.Os detalhes e os prazos para o início das obras seguem desconhecidos. Procurada ontem, a Empresa Municipal de Urbanização limitou-se a informar que "o decreto publicado não tem novidades". Pelo projeto original, toda a estrutura acima do nível da praça será demolida, incluindo as rampas de acesso aos níveis superiores. No local onde hoje fica a rampa central, será instalado um "marco zero", com escultura. Será construído ainda um telecentro - com biblioteca, salas de aula, de leitura e de informática, num prédio de dois pavimentos.

, O Estadao de S.Paulo

24 de junho de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.