Publicitário foi espancado por seqüestradores

Washington Olivetto foi espancado no cativeiro, recebeu alimentação em horários irregulares, para que não tivesse noção do tempo, e tinha de seguir normas rígidas, como a de nunca tocar na parede. O relato foi feito pelo jornalista Juca Kfouri, que falou em nome da atual mulher de Olivetto, Patrícia Viotti, da ex-mulher, Luísa, e do filho do publicitário, Homero.Segundo Kfouri, Olivetto contou estes detalhes alternando momentos de euforia e de choro. O jornalista leu um boletim assinado pelo médico particular de Olivetto, Zyon Masuda, segundo o qual o publicitário está bem de saúde, apesar da pressão arterial elevada. Masuda recomendou descanso absoluto pelo prazo de 48 horas.Na parede do cativeiro havia uma série de regras que o publicitário deveria seguir: não olhar nos rostos dos vigias, os ?guardiães?, não tocar na parede, não mexer na cama, não olhar pelo olho mágico, entre outras.?Havia um conjunto imenso de regras, numa folha grande?, disse o soldado Sidnei Gimenes, da 4.ª Companhia do 12.º Batalhão da Polícia Militar, que encontrou o publicitário. ?Ele estava magro, abatido e com a barba por fazer.?A PM chegou ao sobrado com duas janelas grandes e um enorme portão de madeira onde estava o publicitário depois de receber uma denúncia de "briga" na Rua Kansas. Um vizinho da casa havia ligado, prestando queixa.Quando chegaram ao local, região de casas de alto padrão, os policiais notaram uma das janelas aberta. Entraram no sobrado, ouviram os gritos de Olivetto e arrombaram a porta do pequeno quarto onde ele estava preso.

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