Publicitário foi seqüestrado em falsa blitz

O publicitário Washington Olivetto, de 50 anos, dono da agência depublicidade W.Brasil, foi seqüestrado na noite de terça-feira (dia 11 dedezembro), por volta de 19h30, na Praça Marechal Cordeiro de Farias, 4,Consolação, próximo da Avenida Angélica.Cinco homens usando jalecos da Polícia Federal montaram uma barreira eobrigaram o carro do publicitário, um Ômega blindado, a parar na "blitzpara veririficação de documentos. Olivetto deixara momentos antes a sede de sua agência e seguia para casanos Jardins. Assim que o motorista baixou o vidro da janela para atender aoque pensava ser um policial federal teve uma arma apontada para a cabeça efoi retirado do carro.Dois homens sentaram no banco de trás do Ômega com Olivetto. Um terceiroassumiu o volante e o carro saiu em velocidade.O motorista telefonou para a Polícia Militar comunicando o seqüestro de seupatrão. Quase ao mesmo tempo o Centro de Operações da PM recebeu umtelefonema de uma mulher que viu a abordagem ao carro de Olivetto e aretirada do motorista.A Divisão Anti-Seqüestro (Deas) foi acionada. O delegado Wagner Giudicceesteve no apartamento triplex do publicitário, na Rua Haddock Lobo, nosJardins.Os policiais montaram um esquema para o recebimento dos telefonemas. Nocomeço da madrugada um homem ligou para o apartamento comunicando oseqüestro e dizendo que voltaria a fazer contato.O motorista do publicitário e a mulher que viu a abordagem dos homens queusavam jalecos da PF foram ouvidos no começo da madrugada do dia 12.Eles descreveram como eram os homens que levaram Olivetto. O que abordou omotorista aparentava 25 anos e tinha uma arma automática. "Ele disse paraobedecer e para não virar herói porque do contrário me mataria", declarou omotorista que não teve seu nome divulgado pela polícia. A mulher descreveuos homens que entraram no Ômega do publicitário como jovens e brancos.A Polícia Militar encontrou no fim da madrugada da quarta-feira numa rua dobairro de Perdizes um carro Peugeot prata roubado segunda-feira em CampoBelo e usado para levar Olivetto. Os peritos da Polícia Técnica examinaramo carro para a obtenção de impressões digitais. Os policiais tinha negadoque o carro fora encontrado. Alegaram que era o Ômega do publicitário masdepois disseram que se tratava do Peugeot prata. No carro foi encontradauma sirene e um jaleco da Polícia Federal. Testemunhas disseram à políciaque um Corsa também foi visto seguindo o Peugeot e o Ômega. O dono de umabanca de frutas próximo do local do seqüestro explicou que a falsa blitznão chamou a atenção porque o comando de trânsito usa sempre o lugar parafiscalizar veículos. A polícia foi informada que um homem teria sido vistoperto da agência de publicidade de Olivetto e usando um rádio decomunicação teria avisado sobre a saída do publicitário.O Grupo Estado não publicou nem veiculou reportagens a respeito do seqüestro a pedido da família do publicitário.

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