Publicitários foram acusados de fraudes em 3 gestões municipais

Em São Paulo, Campinas e Mauá, Favieiri e Peralta tiveram seus nomes citados em suspeitas de irregularidades

Fernando Gallo, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2011 | 00h00

Os publicitários Giovani Favieri e Armando Peralta Barbosa fazem parte de um grupo de pessoas que ocupavam cargos públicos ou prestavam serviços a prefeituras e governos em Mato Grosso do Sul e foram para Campinas durante a primeira campanha de Dr. Hélio (PDT) à prefeitura da cidade, em 2004.

Duas produtoras da qual foram ou são sócios já foram acusadas de participar de supostas fraudes em três prefeituras ligadas ao PT: Mauá, São Paulo (gestão Marta Suplicy) e Campinas.

Neste último caso, a produtora NDEC foi motivo de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal por causa de uma movimentação financeira suspeita. A PF abriu inquérito para investigar a suspeita de que a empresa, o PT e a Santana & Associados, empresa de João Santana - marqueteiro da presidente Dilma Rousseff -, tivessem feito uma triangulação financeira para ocultar dinheiro não declarado na campanha eleitoral de 2004. Procurados pela reportagem, nenhum dos dois órgãos se manifestou sobre o resultado da apuração até ontem.

Em São Paulo, uma ordem de serviço do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) da Prefeitura foi parar no endereço da produtora. Vereadores de oposição à então prefeita levantaram a suspeita de que a verba do lixo estivesse sendo usado para pagar gastos de campanha - a NDEC fez a propaganda de Marta na eleição de 2000. Um inquérito chegou a ser aberto pela Polícia Civil, mas não foi concluído.

Em Mauá, o ex-secretário de habitação Altivo Ovando Jr. afirmou em depoimento ao Ministério Público, em 2005, que entre 1997 e 2001 a produtora Flash emitiu notas fiscais para acobertar supostos pagamentos de propina a integrantes do PT.

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