Caio Gandolfi e Diego Ferrite
Caio Gandolfi e Diego Ferrite

Publicitários reconstroem Museu Nacional do Rio em peças de Lego

Projeto de dois brasileiros bateu marca das dez mil curtidas em plataforma da empresa e pode entrar no catálogo regular de brinquedos

Roberta Jansen, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2019 | 20h57

RIO - Um Museu Nacional todo reconstruído em peças de Lego. Poderia ser apenas uma fantasia nerd, mas está prestes a se tornar realidade. Inspirados pelo desejo de ajudar na reconstrução da instituição, consumida pelo fogo em setembro do ano passado, os publicitários paulistas Caio Gandolfi e Diego Ferrite criaram uma maquete do museu e publicaram na plataforma internacional Lego Ideas - em que qualquer pessoa pode oferecer projetos para a empresa dinamarquesa de brinquedos.

Nesta quarta, o projeto dos dois brasileiros bateu a marca das dez mil curtidas na plataforma - o primeiro passo para que o projeto seja avaliado pela empresa. Se for aprovado, o Lego do Museu Nacional entra no catálogo regular de brinquedos. A ideia dos dois amigos é ceder todos os valores arrecadados em royalties para o fundo de reconstrução do museu.

“Começamos a pensar no tema da reconstrução do museu, que nos pareceu urgente”, contaram Gandolfi e Ferrite. “Além das obras expostas no interior, o prédio também era icônico, um símbolo que não queríamos deixar morrer. E não tem como falar em construir coisas sem pensar em Lego.” 

Fogo

O Museu Nacional fica na zona norte do Rio. Na noite de 2 de setembro do ano passado, a instituição, especializada em história natural e mais antigo centro de ciência do País, pegou fogo. Naquele momento, estimou-se que o fogo teria levado à perda de 90% de seu acervo de 20 milhões de peças.

O Museu Nacional havia completado 200 anos em junho de 2018, em meio a uma situação de abandono. Fundado por d. João VI, o Museu chegou ao bicentenário com goteiras, infiltrações, salas vazias e problemas nas instalações elétricas. Várias salas estavam fechadas por total incapacidade de funcionar.

No fim do ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou que a reconstituição do acervo do Museu Nacional será "longa, cara e dolorosa". A Unesco deixou claro que não se podia ainda ter certezas sobre o que conseguirá ser recuperado.

 

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